Leandro contra Luciano: irmãos Castan duelam pela primeira vez
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Leandro contra Luciano: irmãos Castan duelam pela primeira vez

Arte - Leandro Castán e Luciano Castán
Leandro Castan, do Vasco, é três anos mais velho que Luciano Castan, do CSA (Arte: Marcelo Moraes/Lance!)
Felippe Rocha - 03/08/2019 - 08:15
Maceió (AL) e Rio de Janeiro (RJ)
Mais do que uma luta contra o rebaixamento. O embate entre Vasco e CSA, neste domingo, é um encontro. Melhor: é um reencontro de irmãos. Os zagueiros Leandro Castan, do Cruz-Maltino, e Luciano Castan, do Azulão, protegerão as respectivas balizas, mas encherão a família de orgulho quando pisarem no gramado do Estádio Kleber Andrade, em Cariacica (ES).

O vascaíno tem 32 anos, enquanto o jogador da equipe alagoana acumula 29 primaveras. Apesar das carreiras extensas no futebol, será a primeira vez que eles vão se enfrentar, incluindo o início e categorias de base. Nunca se esbarraram. Atualmente, mal se veem mesmo fora de campo. O último encontro foi no fim do ano passado.

- Faz um tempinho que não o vejo, vai ser bom para reencontrá-lo. Depois, na hora do jogo, o bicho pega. Foi em dezembro, no fim do ano. Na correria das vidas de jogador não tem como nos vermos muito. Ele vai para um lado, eu vou para o outro - explica Luciano, ao LANCE!.



E MAIS:
Leandro foi o primeiro a deixar Jaú, no interior de São Paulo, em busca do sonho de viver da bola. É capitão do Vasco, enquanto o mais novo é pilar da defesa do CSA: esteve presente em 28 dos 33 jogos do time na temporada.

- O Luciano é meu irmão, não tenho mais o que dizer. Amo muito ele. É um cara especial demais para mim. Está construindo sua família agora também, com o filho que acabou de nascer. Eu desejo toda sorte do mundo para ele na sequência da carreira - declarou Leandro ao site oficial do Cruz-Maltino.

Zagueiros, canhotos e irmãos. Os Castan se reveem, se abraçam, mas cada um com seu objetivo: o time cruz-maltino, com 13 pontos, quer se afastar mais da zona de rebaixamento enquanto o time de Maceió tenta somar pontos na luta contra o Z4. O penúltimo colocado do Campeonato Brasileiro tem apenas sete.

Os encontros que ficaram no quase
Leandro Castan se profissionalizou no Atlético-MG, passou pelo futebol sueco, pelo Grêmio Barueri, pelo Corinthians e por quatro clubes do futebol italiano, incluindo a Roma, antes de chegar a São Januário. Luciano foi revelado pelo União São João (SP), passou por Santos, Ponte Preta, Paraná, Bragantino, São Bernardo, Portuguesa, Brest (FRA) e Al-Khor (QAT) antes de defender o CSA. Caminhos diferentes, que poderiam ter se cruzado antes. Mas o destino não quis assim.

- Teve duas ocasiões. Em 2010, ele estava no Corinthians e eu no Santos. Os times se enfrentaram e ele estava no banco, no início dele lá, mas eu não fui relacionado. E quando eu tinha acabado de chegar no Bragantino, em 2012, mas não pude enfrentá-lo porque o documento não ficou pronto a tempo - lembra Luciano.

Leandro não esconde o carinho, e torce pelo sucesso Luciano. Mas não durante o jogo deste domingo.

- Não vai ser uma partida simples, um jogo qualquer. Será um duelo especial, principalmente quando eu o vir lá do outro lado. Mas, dentro de campo, cada um vai dar o seu melhor para vencer. Que o resultado seja positivo para o nosso lado - completou o zagueiro do Vasco, que passou por grave problema de saúde e precisou reaprender a andar no período em que esteve na Roma.

- Foi no fim de 2014 que tudo aconteceu. Lembro que a cirurgia foi marcada para dezembro, quando acabou o campeonato daqui. Umas duas semanas depois, eu e meu pai fomos dar apoio para ele lá. Foi um período que nos uniu, de aprendizado. Hoje tenho alegria ao falar que ele passou por tudo isso. Teve força de vontade para estar onde estar - celebra Luciano, orgulhoso do irmão.

Com a palavra, Luciano Castan: 'Vai ser gratificante, um privilégio'

"Ele é mais velho, então as coisas aconteceram primeiro para ele, que saiu primeiro de casa e sempre me inspirou. As coisas foram dando certo e isso me inspirou a correr atrás dos meus sonhos. Encontrá-lo em campo vai ser gratificante, um privilégio. Eu me espelho muito na força dele nos duelos individuais e na recuperação de bola. Ele consegue se antecipar de uma forma muito boa. Eu olho e brinco com ele: "Como você faz?". E ele fala que eu estou bem nessa temporada, elogia a minha saída de bola, fala para continuar assim.

No CSA, o nosso primeiro pensamento, sem dúvida, é a permanência na Série A. Sabemos a dificuldade que é a elite. O clube vem de uma ascensão muito rápida, mas é difícil a Série A. Sabemos que o primeiro objetivo é alcançar os 45 pontos. Tivemos um início ruim, estamos com a pontuação baixa, mas estamos trabalhando forte. Vínhamos de uma sequência de derrotas e a quebramos na última rodada, quando empatamos com o Grêmio. É importante somar pontos em todos os jogos."

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