Falta de efetividade no ataque cobra preço na derrota do Flu para o Ceará
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Falta de efetividade no ataque cobra preço na derrota do Flu para o Ceará

Ceará x Fluminense - Yony
Yony González foi um dos que desperdiçaram chances (Foto: LUCAS MERÇON/ FLUMINENSE F.C.)
Fernanda Teixeira - 31/10/2019 - 07:00
Fortaleza (CE)
A falta de efetividade no ataque do Fluminense voltou a chamar a atenção de foram negativa na derrota, por 2 a 0, para o Ceará, no Castelão, na última quarta-feira.  Depois de um primeiro tempo ruim, o Tricolor teve o domínio das ações durante toda a segunda etapa, mas falhou na hora de chutar a gol ou de tentar o último passe. O time de Marcão finalizou 21 vezes, mas apenas quatro bolas foram na direção do goleiro Diogo Silva. 

O problema da falta de pontaria dos homens de frente, que já havia se manifestado na partida anterior contra a Chapecoense,  não passou despercebida pelo técnico. Marcão não quis classificar o resultado como injusto, mas teve dificuldades em explicar o motivo da equipe não conseguir traduzir o domínio em gols. 

– A equipe criou. Diminuímos o espaço do Ceará. Nossos zagueiros foram corajosos, jogaram no campo adversário e isso criou a opção de pegar o rebote. No final, acabamos com quase 70% de posse de bola. Nossa equipe trocou 600 e tantos passos, quase 700 passes. Foram 20 e tantas finalizações. Infelizmente, não foi convertido em gol. A gente tinha que tentar algo, pressionar o Ceará, porque o empate ou a vitória nos serviam. A equipe deles estava muito fechada por dentro. Por isso, entraram o Nem e o João Pedro. Com isso, deslocamos o Yony para o lado esquerdo. Conseguimos o que planejamos no intervalo. Infelizmente, não transformamos a supremacia em gol – lamentou o treinador. 



O resultado em Fortaleza fez o Fluminense chegar a quatro jogos seguidos sem vencer. O treinador começa a sentir a pressão por resultados aumentar com a incômoda proximidade do Z-4. Depois de sete jogos no comando da equipe, o treinador ainda não conseguiu fazer o Flu criar uma identidade própria. Auxiliar de Fernando Diniz e Oswaldo de Oliveira, Marcão tenta extrair o melhor dos estilos dos antecessores, sem sucesso.


E MAIS:
Mudanças sem efeito

As entradas de Wellington Nem e João Pedro, no intervalo, deram mais velocidade e aumentaram o volume ofensivo do Flu na partida, mas depois de tantas chances desperdiçadas valeu a velha máxima do futebol do "quem não faz leva". O treinador também lamentou a falta de um centroavante de referência dentro da área.

– Sentimos necessidade de ter um pivô e abrir a defesa do Ceará. Quando o time começou a balançar o jogo, conseguiu virar essa bola, encontramos espaços. Isso dificultou a marcação deles. Infelizmente, a superioridade não virou gol. A estratégia foi essa para furar o bloqueio deles - avaliou o comandante.

O resultado negativo complica o Fluminense na classificação do Campeonato Brasileiro. O time estacionou nos 30 pontos, na 16ª colocação na tabela e ser empurrado para a zona de rebaixamento, em caso de uma vitória do Cruzeiro sobre o Botafogo, nesta quinta, no Nilton Santos. Os mineiros têm 29 pontos e abrem o Z-4.

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