Consolidado como volante, Lindoso lidera passes certos do Botafogo
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Consolidado como volante, Lindoso lidera passes certos do Botafogo

Lindoso - Botafogo
Até o fim do Brasileiro, Lindoso deverá superar os 47 jogos que fez no ano passado (Vitor Silva/SSPress/Botafogo)
Felippe Rocha - 09/10/2017 - 08:00
Rio de Janeiro (RJ)
Ainda era 2015 quando a necessidade fez Rodrigo Lindoso, contratado pelo Botafogo como meia, ser escalado como volante. O tempo foi passando, em 2016 ele ganhou mais espaço, mas foi na atual temporada que ele consolidou a importância para o time, nesta função. Responsável pelo início das jogadas de um time que costuma trocar poucos passes antes de fazer os gols, o meio-campista é quem mais cede a bola aos companheiros: são 881 acertos. É o líder do quesito no Botafogo, neste Campeonato Brasileiro.

- Eu não sabia (desse dado), mas procuro me destacar em qualquer coisa, é bom. Procuro ser eficiente. Dede que cheguei, em 2015, tivemos um deslize no ano passado, problemas de lesões também e ficamos um tempo na zona de rebaixamento. Mas, fora isso, vim numa crescente. Apesar de duas eliminações, vivemos um bom momento. Não fico atento a essas coias, mas é importante, gratificante. Fico feliz. Posso dizer que é meu melhor potencial (passar) - entende Lindoso, antes de completar:

- Procuro minimizar os erros. Sempre gostei do passe longo, procuro desempenhar isso bem porque você encurta o número de toques na bola para fazer o gol. É uma coisa natural minha. Sempre gostei de fazer por onde passei. É claro que dar passe de 50, 60 metros não é fácil. É bom saber que estou como bom passador, essa posição exige uma responsabilidade grande. Dificilmente tenho errado e isso é muito bom - comemora, em entrevista ao LANCE!.

Mesmo quando não era titular, Lindoso sempre foi um dos reservas mais utilizados, tanto no ano passado quanto neste ano. Ao ponto de ter entrado em campo em 47 ocasiões, em 2016. Este ano, ele já tem 42 jogos disputados e deve superar a última temporada. Conta a favor dele a versatilidade. Quando preciso, ele também atua mais avançado.

- Claro que se o Jair precisar de um jogador que chegue mais na frente, como já aconteceu, eu posso fazer. Mas hoje eu me sinto bem confortável, pego bastante na bola. Não deixo de fazer meu papel. Sempre foi minha função jogar de segundo volante. Então, se preciso, eu chego na frente. Uma característica boa minha é o chute de fora da área. Assim fiz gol contra o Sport, contra o Resende. Eu me sinto feliz - afirma.

Uma alteração forçada pegou o Botafogo de surpresa recentemente: a necessidade que Roger tem de se ausentar para se tratar de doença. A entrada de Brenner no lugar dele foi automática e, no primeiro jogo, o substituto fez dois gols a partir de jogadas de bola parada. Características semelhantes? Diferentes? Para Lindoso, pouco muda. E ele acredita que o novo camisa 9 se beneficia do entrosamento da equipe alvinegra.

- Não modifica muito. Para mim, não modifica tanto. O Roger estava acostumado, tem mais experiência, mas o Brenner pega uma equipe com padrão, o que facilita. O problema dele é mais o ritmo de jogo. Creio que não vai sofrer muito. Desde 2015, o time manteve a base, facilitou muito. Assim o Brenner tem o beneficio que o próprio Roger não teve tanto - entende Lindoso.

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