Pichações, ovos e tiros de borracha: o dia de protestos em São Januário

Policiamento foi reforçado em protesto durante esta segunda-feira em São Januário. Veja a galeria do LANCE!
David Nascimento/LANCE!Press
Protestos em São Januário
David Nascimento
Protestos em São Januário
David Nascimento
Protestos em São Januário
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Protestos em São Januário
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Protestos em São Januário
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Protestos em São Januário
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Protesto em São Januário
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Protesto em São Januário
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Protesto em São Januário
David Nascimento
David Nascimento - 10/09/2018 - 18:09
Rio de Janeiro (RJ)

A derrota para o Vitória, no último domingo, a quarta seguida no Campeonato Brasileiro, todas com o comando do técnico Alberto Valentim, foi a gota d'água para parte dos torcedores do Vasco iniciarem uma onda de protestos. Durante toda esta segunda-feira, o Complexo Esportivo de São Januário teve a segurança reforçada por cinco viaturas e três motocicletas policiais, em momentos contínuos de tensão: ao longo do dia, tiros de borracha, ovos, garrafas, pichações e outros atos contra o time que está na beira da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro e a diretoria liderada pelo presidente Alexandre Campello. O LANCE! destrincha as manifestações abaixo.

Os atos começaram pela manhã. Por volta das 11h45, beneméritos do Vasco chegavam de carro a São Januário para uma reunião do Conselho, presidido por Eurico Miranda. Um grupo de 20 torcedores acompanhavam o ato e na chegada do carro do presidente Alexandre Campello, alvejaram o mesmo com socos, chutes e palavras de ordem. Neste momento, policiais do Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (Gepe), que faziam a segurança no local, agiram rapidamente, disparando um tiro de borracha para dispersar os manifestantes. Seguranças próprios do Vasco também agiram de forma rápida para evitar outros problemas nas entradas de carros na sede do clube.

Poucos minutos depois, este mesmo grupo arremessou ovos na frente da entrada principal do Vasco. Garrafas de vidro também foram utilizadas por estes torcedores neste momento do protesto. Assim como feito para dispersar na chegada do carro do presidente Alexandre Campello, os policiais deram um segundo tiro de borracha para que os manifestantes acalmassem os ânimos. Por volta das 12h30 o primeiro grupo deixou a entrada principal de São Januário. Policiais ouvidos pela reportagem acreditam que novos atos mais fortes não aconteceram justamente devido a esta reação imediata contra eles.

Pichações contra o time e o presidente Alexandre Campello foram vistas nesta segunda na sede do Vasco (David Nascimento/L!Press)
Por volta das 13h, porém, outros atos de protesto foram feitos na sede do Vasco. Os muros de São Januário foram pichados em diversos trechos, contra o time com a frase "Acabou o amor", "Fora Campello" pedindo a saída do presidente do clube, "Fora Eurico" pedindo a saída de Eurico Miranda, presidente do Conselho de Beneméritos, e "Fora Monteiro" pedindo a saída de Roberto Monteiro, presidente do Conselho Deliberativo (veja todas as fotos da manifestação na galeria de fotos do LANCE! no topo desta página). Por volta das 15h os funcionários do Cruz-Maltino já pintaram os locais, retirando as pichações feitas neste dia de manifestação.

Um segundo grupo de torcedores do Vasco chegou em São Januário por volta das 15h e também se manifestou. Nesta parte, porém, o protesto foi pacífico, apenas com gritos de ordem contra os jogadores, o treinador, o presidente Alexandre Campello e os demais dirigentes do Vasco (assista a trechos no vídeo abaixo). No início da noite, Alexandre Campello e o diretor de futebol Alexandre Faria se reuniram com líderes da torcida para ouvir os pedidos. Há a expectativa dentro do Vasco de os protestos seguirem ao longo da semana, não parando no que aconteceu nesta segunda-feira. O clube estuda medidas de segurança para os treinamentos, para a sede de São Januário e até para o embarque no fim da semana para Brasília, quando o Cruz-Maltino irá viajar para enfrentar o Flamengo, sábado, pelo Campeonato Brasileiro, tentando a vitória para iniciar uma reação e sair da crise antes que seja tarde demais.

*Atualizada às 19h47

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