Gabigol protagonista e muito mais: os méritos de Cuca na alta do Santos
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Gabigol protagonista e muito mais: os méritos de Cuca na alta do Santos

Paraná x Santos
Com dois gols, Gabigol foi o destaque do Santos na vitória contra o Paraná (Foto: Gabriel Machado/PhotoPress)
Ana Canhedo - 10/09/2018 - 06:00
São Paulo (SP)
Perto de completar 40 dias no comando do Santos, Cuca tem méritos na evolução do time na temporada. Alguns pontos específicos dão o tom do trabalho do treinador neste segundo semestre. Talvez o principal deles seja a recuperação do bom futebol de Gabriel, com estímulo, mudança de posicionamento e conversa com o camisa 10. O Peixe não perde há oito jogos, não sofre gols há sete e subiu rodada a rodada da 17ª colocação para a oitava, com uma invencibilidade de cinco partidas. 

O posicionamento de Gabriel em campo mudou com Cuca. Embora siga fazendo a função de centroavante, o camisa 10 passou a ocupar melhor as faixas do campo, como o próprio treinador ponderou. Se antes jogava mais de costas para o gol, agora joga mais de lado, podendo se munir da própria arrancada em direção ao ataque. Antes, seu jogo era ceifado pelo falta de intimidade com a função. Gabigol tem ótima finalização e velocidade para ser um camisa 9 mais móvel. 

Gabriel funciona muito melhor quando ganhar liberdade no ataque, mas pode continuar a jogar próximo da área, sem perder, assim, o bom chute a gol. Na prática, não precisa ficar preso ao modus operandi de um centroavante clássico, mas também não deixa de ser a referência no ataque santista. É o norte do ataque alvinegro. 

- Gabriel foi mais uma vez decisivo, ocupa bem os espaços. Não é para ser a referência, não fica só na área. Tem uma arrancada muito boa, presença de área, arrancada para acompanhar a jogada do Derlis para fazer o gol. Tem ocupado melhor as faixas do campo que centroavante ocupa. Estamos melhorando. Temos buscado isso - disse Cuca a respeito do Menino da Vila.


Além de Gabriel, outros pontos chamam a atenção no time. O primeiro deles é a capacidade de organização e bom posicionamento da defesa com o treinador. Mesmo com a mudança das peças - Lucas Veríssimo e Luiz Felipe perderam alguns jogos, embora o segundo já esteja recuperado. Gustavo Henrique tem feito ótimos jogos e Robson Alves, o antigo Bambu, aos poucos mostra suas qualidades também.

Por fim, chama a atenção em Cuca a capacidade de buscar soluções. Rodrygo não vinha bem nos últimos jogos, mas tem sido treinado pelo "professor" para atuar mais centralizado, desafogando o setor mais carente do time. Se antes parecia um desperdício ter o Rayo por ali, no jogo contra o Paraná mostrou que pode ser sim um bom "construtor" de jogadas para o Santos.

Forte mesmo com a mudança de algumas peças - um dos melhores nos últimos jogos, Carlos Sánchez, por exemplo, está lesionado, o Santos vai provando que o trabalho está sendo bem feito e dando certo.

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