Após 73 dias, saiba como Palmeiras reencontrará Allianz nesta quarta
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Após 73 dias, saiba como Palmeiras reencontrará Allianz nesta quarta

Allianz Parque Palmeiras
Borracha que preenche o gramado é apontado como um dos grandes diferenciais do campo do Allianz (Divulgação)
Thiago Ferri e William Correia - 12/02/2020 - 07:00
São Paulo (SP)
Depois de 73 dias longe, o Palmeiras volta a ter seu time masculino principal no Allianz Parque. O treino da tarde desta quarta-feira será o primeiro trabalho esportivo no recém-implantado gramado artificial, que estreará oficialmente no domingo, contra o Mirassol, pelo Campeonato Paulista. E o LANCE! dá detalhes de como estará o gramado nesse reencontro após a derrota por 3 a 1 para o Flamengo, em 1 de dezembro, pelo Campeonato Brasileiro do ano passado.

De acordo com informações da WTorre, administradora da arena, na noite de terça-feira avaliava-se as condições para um dos últimos passos para o campo estar completamente pronto para receber partidas: a marcação das linhas do gramado. Uma equipe estava desde o fim da tarde no Allianz avaliando as condições para que este ponto seja realizado antes do treinamento, e a possibilidade é considerada boa, já que o treino da manhã será na Academia.



E MAIS:
O único obstáculo para a tarefa é a chuva. A pintura e a demarcação precisam ser feitas no gramado seco. O campo todo chegou como um quebra-cabeça, com cada área em uma peça definida, e existiu a possibilidade de ser produzido já com as linhas desenhadas. Porém, segundo a Soccer Grass, responsável pelo campo, cada grama branca é um recorte que se faz e optou-se por pintar após instalado, evitando qualquer vulnerabilidade do tapete.

Os recentes temporais que caíram em São Paulo, com foco na região da arena, também foram um teste. A WTorre informou que a drenagem resistiu bem, apesar do alto volume de chuva que caiu entre o fim da noite de domingo e madrugada de segunda. É prometido que esse sistema será um dos mais eficientes do mundo e fazem parte dele o piso debaixo, uma manta de absorção de impacto abaixo do tapete e o preenchimento do campo, além da própria grama, feita de forma vazada para a água escoar rapidamente.

O Infill TPE é o produto de preenchimento da grama, que tem como diferencial ser oco no meio, absorvendo impacto e acúmulo de água, quebrando a temperatura em cerca de 15°C, e com mais estabilidade do que a tradicional borracha de campo sintético. São eles os pontos brancos que poderão ser vistos ao longo do gramado. No final das partidas, passará uma máquina que limpa a borracha, faz a peneira e descarta o que for lixo.

O fim de semana ainda teve outro grande teste: o primeiro evento no campo sintético. No sábado, ocorreu no Allianz Parque o The Send, celebração religiosa que aconteceu simultaneamente no Morumbi e no Mané Garrincha, em Brasília. O diagnóstico foi de que a grama se comportou como esperado.

Assim, o Palmeiras já trabalha não só nesta quarta-feira, mas o longo da semana em gramado pronto para receber partidas - no fim deste mês, deve ocorrer o teste da Fifa, necessário para jogos da Libertadores. O presidente da Soccer Grass, Alessandro Oliveira, disse em vídeo veiculado na TV Palmeiras que o campo estava, no mínimo, 90% pronto, somente com um trabalho artesanal de emenda, acabamento da obra iniciada em 12 de janeiro - um dia antes, o time feminino do Palmeiras fez a última atividade na grama natural.

Os fios do campo sintético têm memória para sempre estarem na vertical, mesmo após suportar pesos e coberturas. O gramado, Soccer Grass MX Elite 50, veio da Holanda e é usado em estádios de Holanda, Escócia e Catar. A grama artificial tem 50mm de altura e é composta por três tipos de fios em formatos e cores diferentes, com aparência e performance de um gramado natural. Cada tufo de grama tem 24 cerdas e é costurado diversas vezes ao tapete, o que impede que a grama se solte com o impacto.

Por enquanto, o Allianz Parque precisará ser sede frequente dos treinos em semanas com partidas no Allianz Parque, já que o campo sintético na Academia de Futebol ainda não está pronto. O centro de treinamento ainda passa por obras para implantação do novo campo porque houve um trabalho maior com o piso no local e, por conta disso, as chuvas foram mais prejudiciais.

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