Wilson Kipsang é punido por tentar enganar agência antidoping
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Wilson Kipsang é punido por tentar enganar agência antidoping

Queniano Wilson Kipsang é suspenso por falsificação e falha de localização nos controles antidoping. (Divulgação)
Queniano Wilson Kipsang é suspenso por falsificação e falha de localização nos controles antidoping. (Divulgação)
Iúri Totti - 06/07/2020 - 15:20
Corrida Informa
A Unidade de Integridade de Atletismo (AIU) suspendeu, na última sexta-feira (3), por quatro anos, o maratonista queniano Wilson Kipsang, ex-recordista mundial e medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Londres-2012, por quatro anos. Motivo: falsificação e falha de localização aos controles antidoping da entidade.

A AIU foi criada, em 2017, pela então IAAF (Associação Internacional das Federações de Atletismo), hoje World Athletics, para combater, de forma independente, o doping no atletismo.

Wilson Kipsang, de 38 anos, além do terceiro lugar olímpico, é bicampeão da Maratonas de Londres (2012 e 2014) e campeão nas maratonas de Nova Iorque (2014) e Berlim (2013).

Seu recorde mundial na maratona foi obtido em Berlim, em 2013, com 2h03m23s, superando a marca de 2h03m38s do compatriota Patrick Makau, de 2011, também na Maratona de Berlim. O tempo de Kipsang foi batido pelo também queniano Eliud Kipchoge, com 2h03m05s, na Maratona de Londres, em 2016.

Primeira queniana campeã olímpica na maratona, com ouro nas Olimpíadas do Rio, em 2016, Jemima Sumgong testou positivo para EPO fora de competição, cinco meses após o título no Brasil. Foi punida com quatro anos de supensão. Em janeiro de 2019, a AIU ampliou para oito anos, no total, o afastamento esportivo de Sumgong, por tentar impedir a investigação sobre um teste positivo de eritropoietina (EPO), apresentando documentos falsificados.

Os outros casos com repercussão foram de Asbel Kiprop, campeão olímpico nos 1.500m em Pequim-2008 e tricampeão mundial na distância, por doping, Abraham Kiptum, ex-recordista mundial da meia-maratona, e Daniel Wanjiru, vencedor da Maratona de Londres em 2017, ambos suspensos por irregularidades nos seus passaportes biológicos.

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