Zenit nega racismo de torcida e imprensa russa alega que Malcom pode ser vendido
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Zenit nega racismo de torcida e imprensa russa alega que Malcom pode ser vendido

Malcom
Malcom foi vítima de racismo (Foto: Divulgação)
LANCE! - 05/08/2019 - 10:59
São Petersburgo (RUS)
O Zenit emitiu um comunicado sobre as ofensas raciais feitas por torcedores russos ao jogador Malcom, em sua estreia, neste domingo. Uma torcida organizada ironizou, com um banner, a contratação, apontando que ter um jogador negro na equipe seria contra as tradições do clube. A imprensa russa acredita que o brasileiro pode, inclusive, ser vendido na próxima janela. A diretoria do Zenit disse que o banner foi "mal interpretado" pela mídia.

- O Zenit está ciente do banner que foi revelado por um pequeno número de torcedores, em que dizia: "Obrigado à diretoria por acreditar em nossa tradição" e o significado foi mal interpretado pela imprensa, e baseado nessa interpretação, foram tiradas conclusões erradas - ressaltou o comunicado.



DE SAÍDA?

A agência de notícias russa, RIA Novosti, acredita que Malcom pode ser vendido por conta da reação da torcida. Segundo uma fonte da agência, Malcom pode ser vendido já em janeiro. O clube russo pagou 40 milhões de euros (R$ 175 milhões) ao Barcelona e o brasileiro se tornou a quinta contratação mais cara da história do Zenit.

MANIFESTO RACISTA
Além do cartaz, parte da torcida do Zenit assinou um manifesto que condena a contratação de Malcom. Os torcedores apontam que "os jogadores negros de futebol estão sendo impostos quase pela força ao Zenit. E isso causa apenas uma reação adversa. Deixe-nos ser o que somos".

O QUE DIZ O ZENIT

Em seu Twitter oficial, o clube russo também divulgou o vídeo da entrada de Malcom em campo e o fato de que o brasileiro foi aplaudido pela torcida. O Zenit escreveu a seguinte legenda: "54.078 pessoas torcendo juntos por nosso novo jogador Malcom. Veja você mesmo, não pelas palavras dos outros" (veja abaixo).

CLUBE DIZ COMBATER RACISMO
O Zenit também aponta que o clube tem uma longa tradição de convidar os melhores jogadores para atuar em sua equipe, independente de "suas etnias ou nacionalidade", além de ressaltar que trabalha no combate ao racismo e pela igualdade.


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