Em meio à pausa de inverno, Júnior Moraes, do Shakhtar, diz ao L! estar 'apreensivo' com conflitos na Ucrânia

Em meio à pausa de inverno, Júnior Moraes, do Shakhtar, diz ao L! estar 'apreensivo' com conflitos na Ucrânia

Júnior Moraes viveu início da guerra civil em time que hoje não existe mais (Foto: Divulgação / Shakhtar Donetsk)
João Marcos Santana* - 20/01/2022 - 16:26
Rio de Janeiro (RJ)
Em meio aos recentes conflitos militares entre Rússia e Ucrânia, brasileiros que atuam no leste europeu têm se mostrado apreensivos diante do clima de incerteza na fronteira entre os países. É o caso do atacante Júnior Moraes, do Shakhtar Donetsk, que falou ao LANCE! sobre o momento tenso.


Aos 34 anos, o camisa 10 dos Mineiros, que é naturalizado ucraniano e joga também pela seleção da Ucrânia, está no Shakhtar Donetsk desde 2018, quando deixou o rival Dínamo de Kiev. Segundo Júnior Moraes, o clima é de apreensão e atenção.

- Nós, brasileiros, ficamos apreensivos com todas essas notícias. Estou sempre em contato com os ucranianos que estão por dentro da situação, assim ficamos sempre atentos e preparados caso algo aconteça - disse Júnior Moares ao L!.

- Eu sou ucraniano e não quero que tenha uma guerra, os brasileiros ficam apreensivos e me perguntam sobre o que está acontecendo e eu estou em contato com os ucranianos para passar as informações para eles - completou o jogador.

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Neste momento, o Campeonato Ucraniano está paralisado, mas o fato não tem relação com o clima tenso do país. Diante do inverno rigoroso no leste europeu, com temperaturas negativas, o torneio sempre é pausado nesta época do ano.

Até o momento, o governo local e as autoridades ucranianas não anunciaram medidas que possam intervir na competição. O reinício do torneio nacional está marcado para o fim de fevereiro.

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O Shakhtar Donetsk, de Júnior Moraes, está realizando sua intertemporada na cidade de Antália, na Turquia, fazendo a preparação para a segunda metade da época 2021/22. Nesta sexta-feira, o clube ucraniano encara o MTK, da Hungria, em um amistoso.

A guerra civil entre russos e ucranianos teve início em 2014. Naquele ano, membros de movimentos separatistas pró-Rússia chegaram a bombardear a Donbass Arena, estádio do Shakhtar Donetsk. Desde então, o clube não atua mais em sua casa, e hoje está sediado na capital Kiev, a cerca de 600 quilômetros de distância.


Parte do estádio do Shakhtar foi destruído por causa de bombardeio (Foto: Divulgação / Shakhtar Donetsk)
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Na época, Júnior Moraes vestia a camisa do Metallurg, clube que foi extinto no ano seguinte. A equipe era sediada também em Donetsk e o brasileiro vivenciou de perto a guerra.

- Vivi muita tensão em 2014, vi tudo acontecer desde o início e não quero que isso aconteça de novo. Ninguém merece viver uma guerra - declarou Júnior, que marcou 35 gols em 62 jogos, tornando-se o maior artilheiro da história da equipe.

Júnior Moraes em ação pelo Metallurg (Foto: Divulgação / Metallurg Donetsk)
* Estagiário, sob supervisão de Paulo Victor Reis.

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