Elencos, histórico, destaques... Tudo sobre a Copa da Ásia de 2019
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Elencos, histórico, destaques... Tudo sobre a Copa da Ásia de 2019

Copa da Ásia
Competição será sediada nos Emirados Árabes Unidos (Foto: Divulgação/AFC)
Sergio Santana - 05/01/2019 - 07:00
Emirados Árabes Unidos
A Copa da Ásia vai começar neste sábado, com o pontapé inicial sendo entre Emirados Árabes Unidos, país-sede da competição, e o Bahrein, às 14h (de Brasília). A final da competição, que vai ser realizada no Zayed Sports City Stadium, em Abu Dhabi, será no dia 5 de fevereiro. O LANCE! preparou um guia com tudo que você precisa saber sobre a segunda competição continental entre seleções do mundo.

O que está em jogo?
Além do título da principal competição da Ásia - que se equivale à Copa América na América do Sul -, o vencedor do torneio garante uma vaga na Copa das Confederações de 2021, se a mesma, por razões óbvias, for jogada. O Catar já tem uma vaga garantida na competição por ser o país-sede do torneio - por isso, se a equipe for campeã da Copa Asiática, a vaga para as Confederações ficará com o vice-campeão.

Estádios
Ao todo, a Copa da Ásia contará com oito palcos para a realização das partidas, que serão divididas entre as cidades de Abu Dhabi, com três estádios, Dubai e Al Ain, com dois cada, e Sharjah, com um. O destaque fica para o Zayed Sports City Stadium, que receberá o jogo de abertura e a final. Veja a lista das arenas e suas respectivas capacidades de público:

Zayed Sports City Stadium (Abu Dhabi) - 43.630 torcedores
Mohammed bin Zayed Stadium (Abu Dhabi) - 42.056 torcedores
Al Nahyan Stadium (Abu Dhabi) - 12.000 torcedores
Maktoum bin Rashid Al Maktoum Stadium (Dubai) - 12.000 torcedores
Al-Maktoum Stadium (Dubai) - 15.000 torcedores
Hazza bin Zayed Stadium (Al Ain) - 25.965 torcedores
Khalifa bin Zayed Stadium (Al Ain) - 16.000 torcedores
Sharjah Stadium (Sharjah) - 11.073 torcedores

Formato da competição
Com o objetivo de acompanhar o crescimento da Eurocopa, a Copa da Ásia aumentou o número de participantes de 16, formato adotado desde 2004, para 24 seleções. As nações são divididas em seis grupos com quatro equipes cada um. As duas melhores seleções de cada chave e os três melhores terceiros colocados se classificam para as oitavas de final.

Os Emirados Árabes Unidos, por serem o país-sede, garantiram classificação de forma automática. As outras 23 seleções se garantiram na competição após passarem por uma Eliminatória, realizada entre março de 2015 e março de 2018.

E MAIS:
Os grupos
Grupo A:
Emirados Árabes Unidos, Tailândia, Índia e Bahrein
Grupo B: Austrália, Síria, Palestina e Jordânia
Grupo C: Coreia do Sul, China, Quirguistão e Filipinas
Grupo D: Irã, Iraque, Vietnã e Iemen
Grupo E: Arábia Saudita, Catar, Líbano e Coreia do Norte
Grupo F: Japão, Uzbequistão, Omã e Turcomenistão

Maiores campeões
Japão - 4 títulos (1992, 2000, 2004 e 2011)
Arábia Saudita - 3 títulos (1984, 1988 e 1996)
Irã - 3 títulos (1968, 1972, 1976)
Israel [se tornou membro da Uefa em 1970] - 1 título (1964)
Kuwait - 1 título (1980)
Austrália - 1 título (2015)
Iraque - 1 título (2007)

Craques da competição
O LANCE! preparou uma matéria indicando os dez nomes para ficar de olho na Copa da Ásia. A lista é curta e não traduz totalmente o talento que está dentro da competição, mas já coloca uma noção sobre o que pode acontecer. Você pode ver a lista clicando aqui.

Choque com a temporada europeia
A Copa da Ásia sempre é realizada em janeiro e toda edição encontra o mesmo problema: o choque com os campeonatos europeus, que estão se encaminhando para sua segunda metade. Em 2019, a coisa não será diferente, e clubes da Alemanha,e da Premier League, o principal campeonato da Inglaterra, serão os mais prejudicados.

No total, nove clubes da Alemanha tiveram seus jogadores convocados para disputar a competição, enquanto que a Inglaterra teve sete. Rússia, por sua vez, teve cinco; Bélgica, Dinamarca, Holanda e Turquia tiveram quatro cada, enquanto que Áustria, Itália, Portugal, Escócia e Suécia tiveram três.

Algumas seleções, como, por exemplo, as Filipinas, sofreram com esse fator. A equipe treinada pelo sueco Sven-Göran Eriksson não poderá contar com o goleiro Neil Etheridge, já que o Cardiff City, seu clube, não o liberou para disputar o goleiro, já que a equipe do País de Gales terá importantes compromissos e luta contra o rebaixamento na Premier League.

A convergência de datas pode ser a explicação para um possível desprestígio em relação à competição que, apesar da tradição, não atrai grandes públicos e grandes médias em termos de audiência na televisão, justamente por se chocar com campeonatos europeus, que são a prioridade para os anunciantes.

Clubes europeus que terão jogadores na Copa da Ásia
Alemanha
- Hertha Berlin, Bochum (2 jogadores), Augsburg (2 jogadores), Holstein Kiel, Hamburgo, Ulm, Erzgebirge Aue, Hannover e Werder Bremen
Inglaterra - Brighton (2 jogadores), Queens Park Rangers, Hull City, Tottenham, Newcastle (2 jogadores), Nottingham Forest e Southampton
Rússia - Yenisey Krasnoyarsk, Akhmat Grozny, Rubin Kazan, Rostov e Anzhi
Bélgica - Genk, KAS Eupen e Sint-Truiden (2 jogadores)
Dinamarca - AGF, Midtjylland, Horsens e Hobro
Turquia - Somaspor, Trabzonspor (2 jogadores) e Galatasaray
Holanda - PSV (2 jogadores), Heracles Almelo e Gronignen 
Áustria - Áustria Viena, St. Pölten e Red Bull Salzburg
Portugal - Santa Clara, Portimonense e Marítimo
Itália - Atalanta, Peruggia e Arezzo
Suécia - Landskrona BoIS, AFC Eskilstuna (2 jogadores)
Escócia - Hibernian (2 jogadores) e Celtic
França - Amiens e Olympique de Marselha
Chipre - AEK Lanarca e APOEL
República Tcheca - Bohemians e Slavia Praga
Noruega - Rosenborg
Grécia - Apollon Smyrnis
Eslovênia - Bravo
Polônia - GKS Tychy
Sérvia - Estrela Vermelha
Croácia - Hajduk Split
Romênia - Sepsi OSK

Lesões
Outro fator negativo que cerca esta edição do campeonato asiático são as inúmeras lesões. Praticamente todas as seleções mais famosas do continente, que brigarão - em tese - pelo título, sofreram com jogadores machucados que resultaram em mudanças significativas nos respectivos elencos.

Os Emirados Árabes Unidos, por exemplo, não pôde convocar Omar Abdulrahman, um dos melhores jogadores do continente, por problemas médicos. O meia se machuou em novembro do ano passado, quando fazia uma partida pelo Al-Hilal, da Arábia Saudita, clube que defende.

O Japão, que passa por um processo de renovação, teve um corte anunciado: Takuma Asano, do Stuttgart, foi substituído por Yoshinori Muto. A Austrália, por sua vez, teve dois problemas: saíram Aaron Mooy, uma das referências da equipe, e Martin Boyle para a entrada de, respectivamente, James Jeggo e Apostolos Giannou.

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