Fred vê responsabilidade com jovens do Fluminense, cita objetivos pessoais e manda recado à torcida por críticas
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Fred vê responsabilidade com jovens do Fluminense, cita objetivos pessoais e manda recado à torcida por críticas

Fred - coletiva Fluminense
Fred, durante entrevista coletiva no CT Carlos Castilho (Foto: Lucas Merçon/Fluminense FC)
Luiza Sá - 10/10/2020 - 13:32
Rio de Janeiro (RJ)
Depois de sofrer com lesões e testar positivo para a Covid-19, Fred, enfim, parece que vai conseguir engatar uma sequência no Fluminense. Titular nas últimas três partidas com um gol marcado e participação em outro, que acabou sendo dado como contra, o atacante assumiu um importante papel não só em campo, mas também fora dele. Uma das lideranças do grupo, o jogador comentou, em entrevista coletiva no CT Carlos Castilho, neste sábado, sobre a responsabilidade, especialmente com um elenco formado por tantos jovens.

- Está sendo maravilhoso. Estou tentando deixar a molecada mais leve. Entendo o tamanho do peso da nossa camisa e tento trazer tudo para mim e para os mais experientes para que os jovens tenham alegria e confiança para fazer a diferença para nós. Eles que vão ser os motores da equipe, vamos damos suporte. Quando ganhamos podermos postar alguma coisa, quando as coisas não saem como queremos, tentamos levar uma palavra de confiança. Quando tem que cobrar, também cobramos, cada um de um jeito especial. Por eu conhecer nossa torcida e nossa história. Vamos criando uma relação de muita confiança. No final da contas quem está me ajudando muito são eles, o grupo, o staff, que conheço todo mundo. O relacionamento está sendo muito bom e saudável, acredito que pode ser um grande ano para nós - disse Fred.

Falando na possibilidade de ser um grande ano para o Tricolor, Fred também traçou os objetivos que tem nesta segunda passagem pelo Flu. Para o centroavante, a prioridade é atuar o máximo de vezes que conseguir e marcar gols. O camisa 9 admitiu que vem sentindo o ritmo da maratona de partidas. Até chegar às Laranjeiras durante a paralisação da pandemia, Fred ainda não havia estreado na temporada.


- O objetivo pessoal é jogar o máximo possível. Isso está dentro de atuar o jogo todo ou ajudar de alguma forma. Devido ao tempo que fiquei fora, estou sofrendo com o ritmo de jogo, jogos em cima. Por mais que eu tenha passado boa parte do tempo sem contrato, eu trabalhei com meu preparador, mas é muito diferente ter o jogo, girar no zagueiro, o gol, arranque. Sei que essa pausa prejudica. Tive uma lesão no joelho em 2018 que me atrapalhou muito. O objetivo geral do grupo eu bato na tecla para beliscarmos uma Libertadores, principalmente agora que só temos o Brasileiro. Teremos mais tempo para treinar. Não é fácil, sabemos das dificuldades do clube e do time, mas temos as nossas características - analisou.


E MAIS:
Apesar dos sete pontos nas últimas três partidas, o Fluminense ainda sofre com algumas críticas por parte da torcida, especialmente direcionadas ao técnico Odair Hellmann. Fred disse entender algumas afirmações, mas rebateu aquelas que ele considera serem apenas para perturbar o ambiente interno.

- Os oito anos que trabalhei aqui eu sempre respeitei a torcida, inclusive as organizadas. A única coisa que tive problema foi com atos políticos porque sei que tem o objetivo de atingir um alvo, mas atinge os jogadores. Tomo a frente para deixar a galera tranquila e converso com a diretoria para nos blindar do extra campo que pode ser prejudicial. Na nossa cultura estamos acostumados com pichação, jogadores sendo ameaçados, minha opinião continua contrária e vai ser assim sempre. Acho que a torcida tem que estar no estádio, infelizmente não podem ir agora, mas lá podem fazer o que quiserem. Mas nossa torcida é unida, nos apoia, temos passado momentos que o torcedor fez a diferença para nós e o que queremos é ter eles junto - completou.

VEJA OUTRAS RESPOSTAS DE FRED:

QUEM BATE O PÊNALTI

O Odair sempre fala que quem tiver melhor, pega. Eu e Nenê tivemos uma conversa também, mas está mais especial porque o Nenê está brigando pela artilharia do Brasil, então acho que ele poderá ter a preferência, não tem problema. Mas eu digo para ele que sou centroavante, meu alimento é fazer gol. Se quiser bater o pênalti e me servir duas vezes tá bom também (risos). Quem tiver melhor vai bater.

CRÍTICAS

Algumas críticas são justas, outras não. Tem coisa que a vitória mascara, mas tem coisa que a derrota aumenta e traz uma onda muito ruim. Se os jogadores ou comissão olharem e falarem que não tem peça, não está dando certo, vamos cair no buraco. Temos a ideia de ser um time competitivo, que se entrega, ter a posse e jogar. O Odair pede para não recuar, sei que as críticas tem caído para ele, mas isso é devido a nossa postura. Falo para eles que tem coisa que o treinador passa que nós vamos mudar em campo. É muita responsabilidade nossa. Temos que entender qual é a situação. Nesses três jogos perdemos 14 jogadores. Tínhamos meninos que nunca tinham jogado, o Christian, o Daniel, que foi muito bem, o Caio. Temos que confiar, acreditar. Temos que melhorar muita coisa, mas não é fácil. Perdemos o Evanilson, que para mim era o atacante de mais qualidade no futebol brasileiro. Muda muita coisa e o treinador está passando por esse processo todo. Não é culpa de ninguém, não tinha como segurar o moloque. O futebol tem coisas que acontecem e ninguém sabe. O que falo aqui é que se a gente conseguir demonstrar para a torcida que estamos dando a vida em campo mesmo sem jogar bem, não vão encher o saco e cornetar. Esse é caminho.

CONTOU FATO VERÍDICO NO GOL ANULADO CONTRA O BOTAFOGO?

O gol contra o Botafogo eu depois fiquei pensando. Conversei com o Daronco na hora, pensei "por que não contei um fato verídico para ele para convencer" (risos). Mas deu ruim.

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