Inspirado na filosofia de Cruyff, Jesus revela pedido inicial por um '9' no Fla
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Inspirado na filosofia de Cruyff, Jesus revela pedido inicial por um '9' no Fla

Flamengo x Emelec
Jorge Jesus soma sete jogos oficiais pelo Flamengo: são três vitórias (Foto: Mauro Pimentel / AFP)
Lazlo Dalfovo - 02/08/2019 - 06:55
Rio de Janeiro (RJ)
O primeiro mês de Jorge Jesus sob o comando do Flamengo deu o que falar. Ferramentas tecnológicas nos treinos, elevação de intensidade nas atividades, frases contundentes, holofotes da mídia portuguesa, eliminação e classificação. Teve de tudo um pouco com a chegada do Mister, que ainda não teve o seu primeiro pedido atendido pela diretoria rubro-negra: um centroavante.

Logo após a classificação sobre o Emelec, às quartas da Libertadores, Jesus não fez questão de esconder qual foi a sua primeira solicitação ao desembarcar no clube da Gávea, já que o português entende que Gabriel Barbosa e Bruno Henrique não são autênticos camisas 9.

- Como vocês sabem, as inscrições sem ser para a Libertadores vão fechar. O primeiro jogador que pedi foi um centroavante. Sei que precisamos de um jogador assim. Gabigol e Bruno Henrique estão fazendo muito bem de acordo com as suas características, mas não são centroavantes. Tive que recorrer a um meia que é o caso do Reinier (contra o Emelec, no lugar de Gabigol). Como disse antes, se não tem cão, caça com gato. Estamos tendo soluções. 






O técnico avisou que, diante dos equatorianos, com Gabigol no limite físico (tanto que sentiu uma lesão muscular), o ideal seria um pivô para segurar a bola no ataque e fazer com o que o seu time tivesse mais controle no segundo tempo. A intensidade caiu, o ataque parou de costurar a posse, e Jesus deu uma explicação curiosa ao tecer sobre o cenário e a sua filosofia, inspirada no lendário Johan Cruyff. 

- É impossível uma equipe jogar como o Flamengo fez por 45 minutos, quando o Emelec não fez um arremate. Foram 70% de posse de bola... Como que você quer que uma equipe seja, no Brasil, na China ou Europa, como o Flamengo foi por 105 metros pressionando o portador da bola e chegue na segunda parte com a mesma intensidade? Sabe onde isso acontece? No PlayStation - disse o treinador, completando:

- Nenhuma equipe joga 90 minutos da mesma forma. Isso é o futebol. A equipe sentiu na segunda parte (contra o Emelec), que não precisava arriscar tanto quanto no primeiro tempo. Tudo isso faz parte. O Flamengo tem jogadores experientes que sabem conviver com pressão. Hoje (quarta), era importante não sofrer gol, e não sofremos. A equipe tem uma forma de jogar, para a frente, que é importante saber defender bem. Sou grande fã de um grande treinador: Johan Cruyff. Ele dizia que preferia ganhar de 5x4 do que 1x0.

Jesus citou o líder do "Carrossel Holandês" da década de 1970 e que também foi revolucionário como treinador, sobretudo no Barcelona, onde catapultou um estilo de toques curtos, domínio do adversário, de jogo bonito e ofensivo.

Para moldar o seu time ainda mais condizente com tal perfil, Jorge Jesus ainda pode ver um típico centroavante chegar através de uma oportunidade no mercado nacional, tendo em vista que o Campeonato Brasileiro permite inscrições até o fim de setembro. Via Europa, não há mais tempo hábil, e o comandante terá a missão de seguir criando soluções com as peças atuais, mas agora com a confiança conquistada com a - dramática - vaga na Libertadores.  

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