Grupo político condena demissões no Flamengo e cobra 'formas alternativas de reduzir prejuízos'
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Grupo político condena demissões no Flamengo e cobra 'formas alternativas de reduzir prejuízos'

Flamengo - Rodolfo Landim
Presidente Rodolfo Landim: clube ainda não se manifestou sobre os cortes (Foto: Ricardo Moreira/Zimel Press)
Lazlo Dalfovo - 30/04/2020 - 18:43
Rio de Janeiro (RJ)
Para reduzir a folha salarial, o Flamengo demitirá cerca de 60 funcionários, sendo cerca de dez das divisões de base, entre eles motoristas, roupeiros, fisiologistas e analistas de mercado. A informação foi inicialmente publicada pelo site do "Globo Esporte" e, em seguida, confirmada pelo LANCE!

Como consequência, o grupo "Flamengo da Gente", que atua pela apuração dos fatos que levaram ao incêndio do Ninho do Urubu e o apontamento dos responsáveis, divulgou um comunicado via Twitter, logo depois da propagação da notícia, externando a contradição da direção quanto ao enviado aos sócios.

- Informações da imprensa dão conta de que o Flamengo está demitindo cerca de 60 funcionários. As demissões chegam na véspera do Dia do Trabalho e no dia final para que os conselheiros do clube aprovem as contas de 2019. Hoje, completam-se 46 dias desde que o futebol foi paralisado no Brasil, cerca de metade do período no qual o Flamengo informou a seus sócios que não tiveram qualquer redução na cobrança de mensalidades, apesar do clube permanecer fechado que não haveria maiores impactos financeiros. Agora, causa um impacto financeiro absoluto nas vidas de dezenas de funcionários - postou o perfil do grupo formado por diversos sócios, completando:


- O Flamengo da Gente condena as demissões e urge o clube a revertê-las e buscar soluções alternativas para lidar com os prejuízos causados pelo coronavírus.

O "Flamengo da Gente" também compartilhou um trecho de balanço patrimonial, auditado pela Ernst & Young, em que o clube avisou ter feito um "teste de stress" e projetou um cenário de três meses sem jogos, concluindo que os "impactos financeiros" seriam "absorvíveis".

Nesta tarde, o L! conversou com Caroline Rocha, representante do grupo político, para saber mais a respeito da recepção desta notícia, em meio à pandemia do novo coronavírus. 

- Nos causa surpresa essa notícia, considerando as informações do balanço patrimonial de que, em um cenário projetado de três meses de paralisação, não haveria maiores impactos financeiros para o clube. Alcançamos a metade desse prazo estimado e, embora não tenha havido qualquer proposta de redução de mensalidades para os sócios do clube (que permanece fechado) nem no sócio torcedor (cuja principal utilidade é a compra de ingressos), vemos essa notícia que causa um enorme impacto financeiro na vida dos funcionários. Acreditamos que o clube pode encontrar formas alternativas de reduzir prejuízos sem impactar nos empregos dessas pessoas em um momento tão delicado em que toda a sociedade se encontra - contou Caroline, por telefone. 

O Flamengo mantém a postura de não conceder entrevistas a jornalistas neste período e ainda não se pronunciou oficialmente a respeito dos comunicados acerca das demissões, que, de acordo com a publicação inicial, não alcançarão 10% do quadro de funcionários - que hoje tem cerca de mil pessoas.

O FLAMENGO DA GENTE

O grupo ganhou espaço nas redes sociais sobretudo no período após a tragédia no CT do Flamengo, em fevereiro de 2019. Através da campanha batizada de "Nós Não Esquecemos",  que baseia-se "nos pilares de memória, "verdade" e "justiça e se propõe a estar dentro do clube e fora dele, assim como nas redes sociais", de acordo com o site oficial, há cobranças constantes por respostas a respeito do caso.

Recentemente, o movimento vigilante escreveu um perfil das dez vítimas do incêndio e compartilhou no Twitter. No dia em que a tragédia completou um ano, cartazes e adesivos foram distribuídos no entorno do Maracanã. 


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