Eleição Flamengo - Marcelo Vargas: 'Objetivo não é superávit, e sim título'
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Eleição Flamengo - Marcelo Vargas: 'Objetivo não é superávit, e sim título'

Presidenciáveis Flamengo - Marcelo Vargas
Marcelo Vargas é candidato pela Chapa Branca (Foto: Matheus Dantas)
Alexandre Araújo e Matheus Dantas - 04/12/2018 - 06:00
Rio de Janeiro (RJ)
Com passagem por presidência de torcida organizada e como membro do Conselho Fiscal do Flamengo, Marcelo Vargas garante conhecer os bastidores do clube e ter a experiência necessária para assumir a cadeira de mandatário do Rubro-Negro. Como uma das metas de uma possível gestão, aponta a conquista de, ao menos, um título por temporada, garantindo que dá para 'fazer mais com menos'.

Marcelo ressalta ainda que quer mudar o panorama de afastamento do torcedor do estádio que aconteceu nos últimos anos, salientando erros do programa de sócio-torcedor.

Candidato pela Chapa Branca, ele recebeu o LANCE! para mostrar propostas às quais pretende colocar em prática em caso de vitória na eleição. Ele é o segundo da série especial para a eleição rubro-negra, com entrevistas com todos candidatos: as próximas serão com Ricardo Lomba (Rosa, na quarta, dia 5) e Rodolfo Landim (Roxa, na quinta, dia 6). A entrevista com José Carlos Peruano (Amarela), você confere clicando aqui.

L!:Por que se candidatar?

MV: Vivemos o Flamengo. Eu nasci Flamengo, sempre fui Flamengo, meu pai era sócio-patrimonial... Fui criado na Gávea, fiz escolinha do Zico, depois comecei a acompanhar o time do Flamengo na arquibancada e fui presidente da Torcida Jovem do Flamengo. Há 11 anos, entrei na vida política do clube, comprei um título de sócio-proprietário e entrei como assessor no Conselho Fiscal. Isso foi no último mandato da gestão do Márcio Braga. A partir de 2010, fui membro eleito do Conselho Fiscal, já no mandato da presidente Patrícia Amorim, e, mais uma vez, como membro eleito, estive no Conselho Fiscal do primeiro mandato do Bandeira de Mello. Então, tenho uma vasta experiência de Clube de Regatas do Flamengo, tanto de arquibancada como de clube. São nove anos de Conselho Fiscal, oito anos de Conselho Deliberativo e ninguém, entre os candidatos, tem tanta experiência como eu. Conheço o Flamengo a fundo, detalhes do clube que poucos conhecem e, principalmente, os pontos positivos e negativos das últimas três administrações.

L!: Quais os planos para o departamento de futebol?

MV: Acredito que já criticamos muito a atual gestão, não precisa mais criticar, até porque os resultados estão aí. São pífios. Analisamos que o ponto negativo do departamento de futebol é exatamente a falta de conhecimento de futebol e de Flamengo. Você precisa de um conhecimento específico para administrar o Flamengo, você tem que ter uma expertise que poucos têm. Não adianta ter Harvard (Universidade nos Estados Unidos), MBA... Precisa ter conhecimento de Flamengo. Não adianta administrar o Clube de Regatas do Flamengo como uma empresa. O objetivo não é superávit, nem lucro, e sim os títulos. Essa concepção de clube e de Flamengo, a atual diretoria não tem. Vamos adotar um perfil rubro-negro na administração do futebol. Quando falo que não podemos ficar um ano sem ganhar títulos, é porque o Flamengo é o clube de maior torcida e é um clube de ponta.

No mínimo, o Flamengo disputa quatro competições por ano. É inadmissível, com o elenco que o Flamengo tem, com o aporte financeiro, não ganhar um título dessas quatro competições. Eu fui criado com um Flamengo sendo campeão todo ano. Dá para fazer muito mais gastando muito menos. Vamos fazer uma auditória séria no futebol, pois está sendo gasto muito dinheiro e os resultados são pífios.

L!: E em relação a estádio?

MV: Outro ponto negativo da atual diretoria. De forma covarde, prometeu para a torcida estádio, terrenos... Inclusive, ainda fica na campanha batendo nessa tecla. Na verdade, o que vemos é o uso político do sonho rubro-negro. Não vou fazer nenhuma proposta política e demagoga como eles fizeram.

Temos três pontos de estádio. O primeiro é o estádio próprio. Queremos lançar a pedra fundamental do estádio na nossa gestão, nesses três anos. Não vou dizer que vou comprar terreno e vou fazer um estádio em três anos. Estaria sendo irresponsável, até porque hoje temos uma previsão orçamentária para os próximos anos que eu não sei se condiz com a verdade. Por isso a importância da auditória. Não vou prometer estádio. Quero um estádio "cimentão" para 100 mil pessoas. Nada de arena. Lógico que terá camarotes, cadeiras, pois a torcida do Flamengo é a maior nas classes A, B, C, D e E, mas 80% do estádio vai ser arquibancada "cimentão" e para o povão. É uma obrigação do Flamengo ter um estádio próprio.

Segundo ponto é a Gávea. Vamos pegar a estrutura da Ilha e vamos fazer. A Ilha, com uma entrada só, foi um projeto absurdo. Estive na reunião com as comunidades em volta da Ilha do Governador e estavam temerosas, com toda razão. Cheguei a ficar duas horas na Linha Vermelha e não consegui chegar para o primeiro tempo. Tive que ir de barca. Se teve jogos de ponta do Campeonato Brasileiro na Ilha, na Gávea é muito mais fácil de se fazer. Não precisa pedir autorização a ninguém, até porque nossa concessão já diz isso. Temos o estádio para cinco mil pessoas e vamos somente aumentar a capacidade com a estrutura que tivemos na Ilha. E isso já para o próximo ano. É possível fazer e estamos conversando com algumas empresas. Esse é para curto prazo. Os jogos, hoje, têm horários alternativos, temos jogos às 11h da manhã. Seria uma festa maravilhosa para os rubro-negros jogar neste horário uma partida de pequeno porte do Carioca.  

No Brasileiro, poderíamos jogar também jogos de menor porte. Os jogos maiores, temos interesse de fazer no Maracanã, mas não nos moldes do contrato em que estamos. Primeiramente, a licitação da Odebrecht foi cancelada por meio judicial. Cabe recurso, mas hoje temos uma decisão judicial que extingue a licitação. O novo governador (Wilson Witzel, PSC) já disse que fará uma nova licitação em novos moldes. Os moldes que o Flamengo entende que são cabíveis: participar da administração de forma direta, setor popular sem cadeiras atrás dos gols, preços populares, e vamos jogar sem aquele "cabide de empregos".  Empresas de segurança privada, mil pessoas lá fora do "Posso te ajudar?". Infelizmente, não pode botar tanta gente. Isso encarece o "ticket médio". Nós pensamos em um Maracanã mais barato, voltado ao torcedor que acompanha o Flamengo há anos e não tem tanto poder aquisitivo. 

O Flamengo precisa do Maracanã? O Maracanã precisa muito mais do Flamengo. Sem o Flamengo, o Maracanã é inviável financeiramente. Pode botar show de rock, sertanejo que não tem como bancar o Maracanã sem o Flamengo. Queremos, sim, jogar no Maracanã, palco das nossas grandes conquistas, mas de acordo com o que pensamos.


L!: O que pensa na política de preço de ingresso?

MV: (A atual política) É um tiro no pé. Pegou o torcedor e afastou do estádio. Torcedores que sempre acompanharam estão abandonando o Flamengo por conta da falta de poder aquisitivo. Para ser sócio-torcedor precisa ter cartão de crédito e a maioria da população não tem como ter. Isso é um absurdo. Afastou o torcedor da arquibancada e do estádio. Se pensou no torcedor do Flamengo como um consumidor. Esse é um grave erro. O torcedor do Flamengo não consome o Flamengo. O torcedor do Flamengo é consumido pelo Flamengo e por sua paixão. É esse tipo de detalhe que a atual diretoria não entende. Não tem de pensar no torcedor do Flamengo como um consumidor comum. O torcedor do Flamengo é especial e deve ser pensado como um apaixonado que é.

O projeto da atual diretoria, e isso falo das duas chapas (Rosa e Roxa), que estavam juntas nesta precificação dos ingressos em 2013, destruiu a torcida do Flamengo e a afastou do estádio. Com isso, não há sinergia e o time no gramado não joga de acordo com as tradições rubro-negras. Infelizmente, a aliança entre a arquibancada e o campo foi quebrada.

L! Quais os projetos para o programa de sócios?

MV: Nosso projeto de fidelização do torcedor é totalmente contrário ao que está aí. Primeiro ponto: eliminar a exigência de cartão de crédito. O torcedor apaixonado e de baixo poder aquisitivo poderá ter carnê. Ele vai pagar a conta dele de sócio-torcedor junto com a conta de água e de luz. Tenho certeza que esse torcedor apaixonado irá a todo jogo do Flamengo. Uma situação que me incomoda muito é que só agora, depois de seis anos no poder, eles perceberam que a frequência tem de pontuar. A frequência, desde o início do nosso programa, será pontuada. O torcedor que for ao Flamengo e Madureira no Carioca terá a preferência na final da Libertadores. É o tipo de programa que trará o torcedor de volta.

Teremos parcerias com as torcidas organizadas, com as embaixadas para quando jogarmos fora do Rio... É um projeto para lotar as arquibancadas e trazer de volta o poder da torcida do Flamengo. Outra situação que me incomoda muito é a maneira com que adquire o ingresso. É uma verdadeira 'via crucis'. Primeiramente, o sistema sempre cai. Quando volta, só tem o ingresso mais caro. O que me assusta, como frequentador assíduo do Maracanã há 40 anos, é que nunca os cambistas tiveram tantos ingressos. Isso tem que ser investigado. 

Vamos criar um aplicativo. O sócio-torcedor chegará ao estádio com o seu celular e vai entrar tranquilamente. Outra ideia é que o primeiro que comprar o ingresso vai poder entrar por último. Vamos dar horário para os ingressos. Quem comprar por último entrará mais cedo. O ingresso estará no aplicativo com o horário para entrar. Isso serve para evitar o que aconteceu na final da Copa Sul-Americana (2017), culpa exclusivamente da diretoria do Flamengo, por incompetência.

L!: Como pretende trabalhar a relação do Flamengo com Ferj, CBF e Conmebol?

MV: O Flamengo foi totalmente equivocado na política externa. Primeiramente, em relação à Federação (de Futebol do Estado do Rio de Janeiro), o presidente atual saiu correndo da reunião dizendo que foi desrespeitado. As informações que tivemos, com presidentes de clubes menores, é que ele foi extremamente arrogante e prepotente com os que estavam ali. Isso é um erro grave. O Flamengo, como gigante que é, precisa respeitar os menores. Não pode ser arrogante e prepotente com os pequenos e afrouxar como ele afrouxa com o Corinthians, por exemplo. O Flamengo, em minha gestão, não vai ser covarde de atacar o clube pequeno e ser fraco com o clube grande. O Flamengo é o maior clube do mundo, tem de ser respeitado e se dar ao respeito.

Vamos ter uma atitude política com os clubes pequenos e propostas em relação ao Campeonato Carioca, para que possamos melhorar o produto. Temos de conversar e ajudar o futebol carioca. Temos de colocar o América e o Bangu na Série B (do Brasileiro), por exemplo. Não podemos deixar o futebol carioca abandonado. É um produto nosso.

Em nível nacional, o erro principal do Bandeira e da diretoria foi a criação da Primeira Liga. Clubes sem expressão de nível nacional. Os clubes do Sul e de Minas não deram ênfase, colocaram time reserva e foi um fiasco. O Flamengo não fez um contraponto à CBF, o que deveria ter feito, e perdeu uma oportunidade de realizar os projetos que o Flamengo deve fazer, como locomotiva do futebol brasileiro.

Pior, em momentos decisivos do embate entre Flamengo e CBF, nosso atual presidente capitulou, foi chefe de delegação na Copa América, foi ver o Mickey e o Pato Donald, e o Flamengo aqui perdendo jogos e títulos. Ele errou, não representou o Flamengo como deveria ter feito, trazendo propostas para elevar o futebol brasileiro.

Com a Conmebol, então, somos tratados como escória, time pequeno. O Flamengo é um clube mundial. Chega no Maracanã e a Conmebol manda trocar de vestiário e trocamos. Eu, como presidente, jamais trocaria. Meu vestiário é do lado da minha torcida, como é desde 1950. Nunca veio outra Federação mandar trocarmos. A diretoria fala alto com nossa torcida, xinga nossa torcida, mas com a Conmebol, afrouxa. Contra o Cruzeiro, no Mineirão, o Flamengo jogou de camisa creme e short cinza. O Cruzeiro jogou aqui de azul. Por que não jogamos lá de vermelho e preto? Tem multa? Vou jogar de vermelho e preto e pensar se você tem o direito de me cobrar essa multa. O Flamengo, mais uma vez, abaixou a cabeça e a Conmebol humilhou o Flamengo. Isso influencia dentro de campo.  O Flamengo é diferente. É um clube único e essa diretoria que está lá há seis anos ainda não entendeu isso.

L!: O que pensa em relação ao calendário do futebol brasileiro e à Primeira Liga? 

MV: A Primeira Liga morreu. Quem matou foi o atual presidente do Flamengo que, com sua ideia insana e sem tratativas corretas, fulminou a Liga que tentou criar. A Primeira Liga já morreu. O que é obrigação do Flamengo é exatamente propor ideias para mudar o calendário. Sem o Flamengo, o futebol brasileiro fica deficitário. Isso é fato. Os clubes sabem disso. O campeonato de pontos corridos é interessante, tecnicamente pode ser mais justo, mas temos muitos jogos deficitários. Temos de repensar e existem fórmulas para isso. Temos estudado isso e, quando estivermos à frente do Flamengo, vamos propor à CBF.

O Campeonato Carioca pode ser mais enxuto, com mais clássicos, com uma fórmula que atraia mais torcedores. Podemos também ter mais jogos no Nordeste e Norte, que são celeiros de torcida do Flamengo.  A Copa dos Campeões, por exemplo, que ganhamos em cima do São Paulo, era um torneio maravilhoso. O Flamengo jogava nas capitais nordestinas com estádio lotados. Temos várias ideias.

Outra coisa que o Flamengo não pode abdicar é de internacionalizar a marca e jogar na Europa. Temos de entender isso. O calendário do Brasil tem de estar correlacionado ao europeu. O Brasil adotou a fórmula europeia sem o calendário. Ficou torto. Vemos que as contratações principais são no meio do ano. São situações que o Flamengo tem o dever de propor e liderar mudanças no calendário.

L! Quais os projetos para os Esportes Olímpicos?

MV: O tripé da nossa campanha é: mínimo orçamentário dos esportes olímpicos, limitação das comissões de empresários e respeito ao sócio-proprietário. Ainda vamos avaliar o que iremos receber do orçamento do ano que vem. Tem de haver um mínimo orçamentário, pois o Flamengo não pode passar a vergonha de ser seis vezes vice do Botafogo (no remo). O Botafogo nunca ganhou tanto título no remo, tem uma estátua do Bandeira de Mello lá. 

O remo é importante, é o esporte fundador do clube, estatutário e temos de ter atenção total. Já éramos campeões no basquete quando eles chegaram e, agora, ao invés de darem continuidade, estão desfazendo o time todo. O próprio Marcelinho Machado não teve um jogo de despedida. Um desrespeito ao atleta que é ídolo do clube. Vamos ter um basquete forte.

Algo que me incomoda é fazer um time feminino de vôlei correndo em ano eleitoral, como fizeram. Foi um medida eleitoreira. Temos de ter um trabalho de vôlei, fomos campeões brasileiros de vôlei feminino em 2000, no Maracanãzinho, com milhares de pessoas presentes.

Já tivemos a maior delegação esportiva em uma Olimpíada. O Flamengo, hoje, não manda meia dúzia de atletas. Isso é um absurdo. Isso é ruim para a marca do Flamengo e ruim para atividade fim do Flamengo, que é o desporto e a parte social. Nossas escolinhas estão abandonadas. São erros gravíssimos. Teremos o mínimo orçamentário, o judô será atendido, a ginástica será atendida, a natação, pólo aquático, futsal... O Flamengo sempre foi muito forte nessas modalidades e elas terão nossa atenção para o Flamengo ser bem representado.

L! Caso vença, como será a relação com as torcidas organizadas?

MV: As torcidas organizadas do Flamengo são muito importantes em toda a história. Desde a Charanga, a primeira organizada do Brasil, temos uma história linda. Não podemos nos deixar levar por problemas pontuais que temos em nossas organizadas. São problemas sociais do Brasil. Eu fui presidente da Torcida Jovem do Flamengo, com muito orgulho, e todas as torcidas organizadas do Flamengo têm pessoas muito gabaritadas, pessoas importantes para a história do Flamengo. Não podemos deixar as torcidas acabarem, elas fazem parte do Flamengo tradicional e campeão que nós conhecemos.

Chamaremos as organizadas, vamos colocá-las para dentro do programa de fidelização do torcedor. Serão uma mola propulsora deste novo projeto, mas terão responsabilidades e vão ser cobradas se não cumprirem. Até porque eu conheço as duas pontas. O fator que realmente culminou para ter muito problemas, essa diretoria também contribuiu para isso, foi a distribuição de ingressos de forma equivocada, de forma gratuita para ter um apoio pontual. Isso está errado. O torcedor organizado é frequente, mas tem de pagar ingresso como qualquer torcedor.


L!: Quais os planos para a Gávea?

MV: Temos o projeto de reforma do Estádio José Bastos Padilha para, realmente, revitalizar uma área da Gávea que está abandonada. Atrás do estádio, onde era a bocha está abandonado, ninguém vai ao Restaurante Mais Querido, a quadra de futsal precisa de reparos, o setor de tiro, as quadras de tênis também. São várias áreas que não estão recebendo a manutenção devida. São situações em que se percebe o desleixo da atual diretoria com a Sede da Gávea. Querem afastar o sócio-proprietário da Gávea, para fazerem o que querem, e afastar o torcedor da arquibancada, para não ter cobrança. Vamos fazer o contrário. Vamos usar a Gávea como um vetor de unificação do sócio-proprietário, da torcida, do sócio-contribuinte, dos pais das escolinhas. Vamos ter uma união rubro-negra para o Flamengo continuar forte.


L!: Há algum ponto no Estatuto que pretende colocar em discussão?

MV: O presidente Delair Dumbrosck, no primeiro mandato do Bandeira de Mello, teve uma ideia muito boa: uma Comissão Permanente do Estatuto. Existe uma comissão do Deliberativo de Estatuto, mas ele criou uma Comissão Permanente de Estatuto, da qual tive a honra de participar com vários grupos políticos e tivemos debates. Discordamos veementemente em alguns pontos, como, por exemplo, a criação do sócio político, social e torcedor. Eles queriam dividir o Flamengo e excluir o torcedor do processo político. Querem criar um sócio político onde ele só pode votar e ir em reuniões políticas. Um sócio social só para ir à piscina e na Gávea, sem poder votar ou ir ao estádio. E o sócio torcedor que é só para o estádio. Nós queremos unificar todos os rubro-negros conforme o estatuto reza. Precisamos de mudanças pontuais no estatuto, mas, para isso, é preciso voltar com a Comissão Permanente de Estatuto, onde vários grupos políticos da Gávea debatem o que acham melhor para o Flamengo. Temos que fazer mudanças pontuais, até para atualizar o Código Civil de 2002, o que até hoje não foi feito.

Um ponto é quanto à responsabilidade fiscal, que já foi implementada, mas não da forma como queríamos. Eles fizeram de uma forma muito leve. Queremos mais dura. Queremos que o presidente do clube responda com os seus bens, de forma clara. Não podemos mais admitir o que faziam no Clube de Regatas do Flamengo. Uma gastança de dinheiro, como a atual diretoria está fazendo. Torraram dois bilhões, tivemos perdas desportivas e patrimoniais, venderam o Morro da Viúva, venderam a casa de São Conrado, venderam Paquetá, Vinícius Júnior, Jorge, Vizeu... E vai ficar por isso mesmo? Aonde foi aplicado esse dinheiro? Nos puxadinhos do Ninho do Urubu? É muito pouco. Eles gastaram muito e o Flamengo só teve perda patrimonial e perda desportiva. Não adquirimos patrimônio nem títulos. Isso é gravíssimo.


L! Uma mensagem à torcida:

MV: Sócio-proprietário e torcedor rubro-negro, fiquem calmos, pois o Flamengo vencedor voltará. Com a nossa vitória, vamos ter de novo a torcida na arquibancada e o sócio-proprietário será chamado para estar no centro das grandes decisões. Terá prioridade para os ingressos dos jogos. Não pode ter sócio-proprietário com resto do que sobrou do sócio-torcedor. Primeiramente, o sócio-proprietário tem de ter acesso ao ingresso, para depois o sócio-torcedor poder comprar. Temos de fazer uma readequação desse processo. O sócio-torcedor e o sócio-proprietário são rubro-negros, mas o sócio-proprietário está lá há muito tempo e tem que ter a prioridade. Torcedor rubro-negro, fiquem tranquilos que o Flamengo torcedor voltará.

Quem é:

Nome:
Marcelo Vargas Vanderlei Lins

Chapa: Branca

Ocupação: Advogado

Cargos anteriores: Membro do Conselho Fiscal

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