Sheik ironiza 'quarta força' e fala em usar erros da carreira para dar exemplo como dirigente
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Sheik ironiza 'quarta força' e fala em usar erros da carreira para dar exemplo como dirigente

Emerson Sheik e Vilson
O diretor adjunto de futebol Jorge Kalil, o agora coordenador Emerson Sheik, o diretor de futebol Duílio Monteiro Alves e o gerente de futebol Vilson Menezes (Foto: Divulgação/Corinthians)
Marcio Porto - 08/01/2019 - 13:07
São Paulo (SP)
Herói da conquista do título da Libertadores, ídolo da Fiel e sempre polêmico, Emerson Sheik agora atuará fora das quatro linhas, mas segue com a personalidade costumeira. Apresentado nesta terça-feira como novo coordenador técnico do clube, o ex-atacante conversou com as jornalistas e precisou comentar sobre seu passado como jogador, marcado por atrasos a treinos. Sheik disse que já esperava a pergunta e acredita que os erros podem ajudá-lo agora na função de dirigente.

- Eu já imaginava que essa pergunta viria (risos). Sempre admirei as pessoas que reconhecem seus erros e têm a grandeza de pedir desculpas, ou não também. Mas acho que toda minha história como atleta, e principalmente esses erros, tudo isso serve agora. Eu vou chegar no atleta, quando eu identificar e achar que está cometendo um erro, falar com propriedade: não é um bom caminho! Não é um bom caminho! Ficou no passado e hoje vou usar tudo isso a meu favor. Vou mostrar para os atletas. Mesmo com o Emerson Sheik jogando em grandes clubes e conquistando títulos, teve alguns erros. No futebol de hoje, os erros que fiz no passado não se aplicam - reconheceu o ex-atacante, ao lado dos diretores Jorge Kalil e Duílio Monteiro Alves, além de Vilson Menezes, novo gerente. 




Sheik também deu sua opinião sobre os planos do Corinthians para 2019. Ele foi perguntado se acreditava que o time seria coadjuvante este ano, mediante os investimentos de outros clubes, como Flamengo e os rivais Palmeiras e São Paulo. E foi irônico, citando a tal "quarta força" que marcou o clube em 2018. A expressão surgiu no início de 2017, colocando o Timão atrás dos rivais, mas o clube acabou campeão paulista e brasileiro. Sheik, então, recorreu ao passado vitorioso do clube recentemente.

- Eu super concordo. Nos últimos dez anos, o Corinthians vem sendo quarta, quinta, sexta força. Só que essa sexta força vem sendo campeã da Libertadores, três Brasileiros, Mundial, Paulistas, Recopa. Nem sei quantos, foram tantos. Quando jogador me acostumei trabalhar assim, deixa pensar que somos zebra. Tem dado certo assim - disparou. 

Emerson Sheik encerrou a carreira de jogador no fim do ano passado, quando recebeu convite do presidente Andrés Sanchez para atuar na função fora das quatro linhas. Ao lado de Vilson, que também se aposentou no fim do ano, ele ocupará a vaga deixada por Alessandro Nunes, gerente de futebol nos últimos cinco anos. 



E MAIS:
Como vai trabalhar com Vilson
A amizade que foi criada enquanto atleta, ela se estende, ela continua. A gente está dividindo todas as funções. Obviamente o Duílio tem participado de tudo, porque tudo é muito novo para a gente. Mas as funções são divididas. Nós encontramos uma maneira de suprir a necessidade do clube, como Alessandro fazia, e está indo muito bem. São nove dias e estamos muito satisfeitos com esse período.

Convite para ser dirigente

Eu recebi o convite para voltar em dezembro de 2017. A minha ideia era disputar o Paulista, vencer o campeonato, vencemos, e encerrar a carreira. Já falei uma vez, que não sei o que o Fábio viu no primeiro semestre, empolgou e pediu para eu ficar no segundo semestre. Mas não era minha ideia. Mas foi convite do Corinthians. E eu me apeguei muito ao Alessandro, cara muito competente. Não entramos zerado, mas também não 100%. Já vínhamos conversando, e independente de assumir ou não, eu tinha muita curiosidade, e peguei o Alessandro, mesmo sem saber que assumiria, via uma possibilidade, talvez no Corinthians. A gente não entra totalmente cru.

Quem são as referências como dirigente
Eu tenho sete anos de Corinthians, oito. O Duílio me trouxe para o Corinthians. E nesses anos, eu convivi com ele, conheço o comprometimento dele com o clube, a transparência. O doutor Kalil também tem nos ajudado muito, uma pessoa incrível. Mas ter o Duílio do lado num momento como esse em que tudo é novidade facilita muito. Ele sempre está presente, trocando ideias, mostrando o caminho certo. Já aprendemos muito com eles. Estou do lado de quem sabe muito. E para mim eles servem de espelhos.

Criação de time sub-23 está na pauta?
Sim, na última semana viajamos para Itu, ver a Copinha. Todos estão observados, a ideia é fazer essa integração. Temos grandes jogadores na base. Todos serão observados de perto. Eu possivelmente vou estar olhando esses meninos com um carinho muito especial, porque sei o quão é importante para eles ter esse apoio do profissional e motivante também. Vamos acompanhar de perto toda a base.

Quem já pode subir do time da Copinha?
Tem uns 15 lá que dá vontade de pegar e colocar para treinar aqui. Mas tem alguns que estão se destacando, não só nos jogos, mas no comportamento. A ideia é, sim, após a Copinha, trabalhar com alguns atletas, mesmo que seja para treinar aqui no profissional, eles entenderem como é. Vamos acompanhar de perto.

Vai participar de contratações?
Essa parte é do Kalil, do Duílio, mas vamos participar de tudo. Opino, Vilson opina, a decisão final é do presidente, do Duílio com Kalil, assim como a opinião do treinador, que é importante. Mas vamos estar, sim, muito presentes em todas as conversas. Mas negociação, essa parte por enquanto está com o Duílio, porque a experiência está aqui hoje, mas vamos alcançar ele, em breve. A gente participa das conversas ligadas a contratações.


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