Com equipe 'muito competitiva', time feminino do Botafogo se prepara para a estreia na Série A-2 do Brasileiro
menu button lance
lancelogo lancelogo lance

Com equipe 'muito competitiva', time feminino do Botafogo se prepara para a estreia na Série A-2 do Brasileiro

Treino Botafogo - Técnico Gláucio Carvalho
Gláucio Carvalho assumiu o time no segundo semestre de 2019 (Foto: Talita Giudice)
Fernanda Teixeira e Sérgio Santana - 14/03/2020 - 06:00
Rio de Janeiro (RJ)
O fim de semana vai ser de novidades para o Botafogo e seu torcedor. Além do primeiro jogo do japonês Honda, neste domingo, contra o Bangu, no Nilton Santos, o dia anterior também vai ser de estreias. Neste sábado, o Glorioso encara a primeira rodada do Campeonato Carioca Sub-20 e da Série A-2 do Campeonato Brasileiro feminino. E a expectativa é por uma temporada melhor do time das jogadas alvinegras.

Em 2019, o Botafogo teve uma das piores campanhas da Série A-2, com apenas um ponto conquistado em cinco partidas disputadas na fase de grupos. Mas, no segundo semestre, o time mostrou evolução e chegou até a semifinal do Campeonato Carioca. Um dos responsáveis por essa evolução foi técnico Gláucio Carvalho.

- Assumi a equipe no segundo semestre sabendo que teria que realizar uma reformulação no elenco, pois a primeira equipe foi montada as pressas a fim de atender as exigências da CBF, e a diretoria desejava montar uma equipe competitiva, montamos uma estrutura mínima na necessária para que isso acontecesse, e também a contração de novas atletas, fizemos isso, montamos uma equipe competitiva para o Estadual, que foi usado como laboratório, pois nosso objetivo desde o início do trabalho e realizar um bom Campeonato Brasileiro em 2020, vimos nossas necessidades e problemas, e neste ano estamos buscando soluções, não tenho dúvidas que melhoramos este ano, sendo assim espero realizar um bom campeonato - afirmou Gláucio em entrevista ao LANCE!.



E expectativa para atual temporada, que começa neste domingo, quando o Botafogo encara o Real Brasília, às 15h, no CEFAT, em duelo válido pelo Grupo E, é alta. O clube investiu e contratou jogadores experientes e com rodagem na Europa, como as irmãs Káren e Kélen Bender, que estavam no futebol da Lituânia.

- Qualquer equipe tem que ficar atenta ao mercado, masculina ou feminina, e neste quesito trabalhamos muito, pois exite uma demanda no mercado, e com nosso conhecimento tentamos trazer jogadoras conhecidas e principalmente com qualidade, foi o caso das gêmeas - comentou Gláucio.

- A torcida pode esperar uma equipe muito competitiva, aguerrida que quer irá honrar a camisa alvinegra, bem organizada propondo o jogo, sendo intensa do início ao fim das partidas, possuindo um bloco forte defensivo sem a bola e veloz inteligente com a posse da mesma, buscado a vitória a todo instante - completou o treinador.

Juventude e experiência
Para a temporada de 2020, Gláucio aposta em um elenco que mistura juventude e experiência. Ele citou duas atletas que representam esta mescla e que o torcedor pode ficar de olho durante a disputa do Brasileiro.

- Nossa equipe é uma mescla de juventude e experiência, onde temos a goleira Rubi super vitoriosa com vários títulos até a Gaby Louvain, que provavelmente disputará o Mundial Sub-17 deste ano, que tem a ousadia e habilidade como duas principais virtudes, porém nosso maior destaque é o coletivo, que sendo forte fará que individualidade apareça.

CEFAT ou General Severiano?
Completado um ano do projeto do time feminino do Botafogo, o clube ainda aprimora a sua estrutura para as jogadoras. Mandando seus jogos no CEFAT, em Várzea das Moças, Niterói, o time acaba ficando afastado da maioria dos torcedores. Mas, perguntado se gostaria de jogar, por exemplo, em General Severiano, Gláucio valorizou o apoio da torcida, independente da onde a equipe jogar.

- Tenho certeza que o futebol feminino irá crescer, é fato, será questão de tempo. Com relação a jogar em General Severiano, seria maravilhoso, contudo não tenho certeza que o local atende as exigências da CBF. Quero estar sempre ao lado da nossa torcida, independe do local, seja Caio Martins, Nilton Santos ou Cefat. Importante que ela esteja presente para apoiar, sendo a décima segunda jogadora, pois se ela estiver presente, gritando e nos empurrando para vitória, seremos uma equipe difícil de ser batida em nossa casa.

E MAIS:
Facebook Lance Twitter Lance