Sette Câmara explica demissões no Galo e ações contra a crise
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Sette Câmara explica demissões no Galo e ações contra a crise

Sérgio Sette Câmara
O presidente do Galo reiterou as dificuldades do clube nesta pandemia do Coronavírus-(Divulgação)
Valinor Conteúdo - 23/05/2020 - 18:05
Belo Horizonte
Após comunicar o desligamento de 50 pessoas do Atlético-MG, o presidente da instituição, Sérgio Sette Câmara explicou a motivação da redução no quadro de funcionários para reduzir os efeitos da crise econômica vivida pelo clube devido a pandemia do coronavírus.

Sette Câmara está em uma cruzada de redução de custos economizar entre R$ 60 e R$ 70 milhões nas contas do Atlético.

- É um momento muito duro que todos nós estamos vivendo. Você vê grandes empresas fazendo inúmeras demissões para passar por este período de crise. O Atlético não é diferente e também tem que sobreviver. Infelizmente, com muita dor no coração, estamos tendo que fazer demissões para poder passar por este período. Quem sabe mais adiante, em uma situação de melhora financeira, podemos recontratar alguns desses colaboradores. Mas infelizmente isso (demissões) tem que ser feito. Dói muito, mas é minha obrigação estar à frente do clube e gerir essa crise com todo cuidado e olhando sempre, em primeiro lugar, o lado do clube-disse em entrevista à Rádio Itatiaia.
Em seguida comentou sobre o desejo por economia.

-As demissões e a consequente redução na folha salarial não são o único item que nós estamos cortando. Existem vários outros cortes que estão sendo feitos no clube para reduzir as despesas. Nosso objetivo é conseguir, no que resta deste ano, um corte em torno de R$ 60 a R$ 70 milhões - disse Sérgio Sette Câmara que explicou porque não tentou gerar outra economia na folha dos jogadores, que tiverem redução de salário de 25%.

- O carro chefe do clube é o futebol. Ele é a razão de ser do nosso negócio. Quando o futebol vai bem, se nós soubermos administrar com zelo, isso também reflete no resultado financeiro do clube. Você vê que clubes que recentemente tiveram sucesso em campo, o Athletico-PR, Grêmio e Flamengo, tiveram também sucesso nos seus cofres, trouxeram muitas receitas. Para gente buscar receitas, precisamos disputar títulos. Temos que focar no nosso futebol. Ali temos que fazer os maiores investimentos, para que a gente possa ter esse retorno financeiro que possibilite o clube respirar. Essa é a ideia- explicou.




E MAIS:
Nada de demissões políticas

Sérgio Sette Câmara negou que as demissões tenham cunho político para revidar qualquer indicação de rivais internos. O atual presidente vai tentar a reeleição no fim do ano.

- Absolutamente, não há nenhuma motivação política. O critério foi muito simples: nós preservamos funcionários que tinham salários menores e, obviamente, tivemos que cortar alguns que tinham salários elevados e até mesmo fora dos valores praticados no mercado para a função que exercem. Foi só uma adequação. O critério foi basicamente esse e não teve nenhum tipo de conotação política-concluiu.

Demissões por conta da baixa de receitas

Quando foi questionado dos atrasos nos salários de funcionários e jogadores, Sette Câmara voltou a falar que a parada forçada do futebol gerou essa instabilidade financeira, pois as receitas despencaram no clube.

- Não deve ser segredo para ninguém que estamos vivendo uma crise. Tem bancos aí de grande porte demitindo 10, 15, 20 mil pessoas. E continuam faturando. Imagina aqueles casos, como o nosso, que não temos absolutamente nenhuma receita. Não existe mágica. Claro que isso reflete em uma dificuldade em honrar os pagamentos. Mas nós estamos buscando soluções. E as pessoas, os colaboradores do clube, têm que entender que esse é um momento de dificuldade e de sacrifício. Se não fosse, não estaríamos nem demitindo as pessoas - disse o mandatário, que reforçou o empenho em achar soluções para sair da crise.

- O que posso dizer é que tenho trabalhado muito, junto com a diretoria, para encontrar soluções o quanto antes e pagar os salários que estão eventualmente atrasados. Acredito que tem que ter compreensão de todos. Ficamos dois anos e tanto apanhando aí, porque falávamos que tínhamos que ter austeridade, e foi o que tivemos dentro da situação do clube, que já tem uma dívida significativa. Estamos identificando, vamos tentar fazer a reestruturação com a auditoria que contratamos. Enfim, temos muitas dificuldades, neste momento, para honrar as folhas de pagamento. Mas isso não é novidade, quase todos os clubes do Brasil estão passando por isso também. Acredito piamente que no nosso caso temos uma luz no fim do túnel, por isso estamos trabalhando muito, para que a gente possa estar normalizando esse fluxo de pagamento nos próximos dias - concluiu.


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