Crítico, Euriquinho defende Campello, que acena com aproximação
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Crítico, Euriquinho defende Campello, que acena com aproximação

Coletiva Presidente Alexandre Campello
Campello foi ficando isolando ao longo de quase um ano e meio de mandato (Paulo Fernandes/Vasco.com.br)
Felippe Rocha e Luiza Sá - 04/06/2019 - 07:20
Rio de Janeiro (RJ)
A reunião do Conselho Deliberativo que poderia resultar, em última instância, na saída de Alexandre Campello da cadeira da presidência, terminou com uma importante vitória do mandatário. Mas o triunfo apertado - apenas oito votos de diferença - exigiu convencimento de indecisos, persuasão de opositores e, principalmente, um trabalho tático de personagens que não necessariamente são favoráveis ao atual comandante do clube. Estes entenderam que uma troca na liderança maior da instituição, neste momento, seria pior. E o mais eloquente destes foi Eurico Brandão, o Euriquinho.

O discurso do ex-vice-presidente de futebol e assessor especial da presidência na gestão do pai, Eurico Miranda, foi aplaudido por diferentes grupos políticos presentes na sede náutica do clube. Entre frases fortes, críticas contundentes a Campello e até alguns palavrões, Euriquinho deixou claro que "não tem um mínimo de carinho" pelo mandatário vascaíno, mas que, no entendimento dele, não se poderia derrubar um presidente sem haver solução para o clube. Ou seja: mesmo opositor, defendeu o presidente.

- Talvez inspirado pelo pai, que prezava pelo clube, mesmo que tivesse divergências com essa gestão. Tem que, primeiro, pensar no clube. Tirar um presidente do mandato é muito ruim para o clube. Acho que ele entendeu por aí. Colaborou muito com a fala. Estamos abertos para conversar. Não tenho nenhuma restrição ou resistência a qualquer apoio ou ajuda desde que o Vasco seja colocado em primeiro lugar - lembrou Campello.




Eurico Miranda morreu no último mês de março, pouco mais de um ano após ser determinante na eleição de Alexandre Campello à presidência do Vasco. À época presidente do Conselho de Beneméritos, era força aglutinadora em quase todas as votações do clube. Na primeira grande votação sem o histórico dirigente, o herdeiro ocupou o protagonismo na sessão. Inclusive criticou o presidente do clube pela falta de diálogo com outros grupos políticos. E parece ter sido ouvido, visto o aceno positivo logo após a reunião.

- Espero que haja um entendimento, vou também fazer um mea-culpa,  procurar me aproximar de alguns grupos que não estiveram na gestão, trazê-los para o processo. Espero dar robustez à gestão para que nós, juntos, consigamos tirar o clube desse abismo - concluiu.


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