Beneméritos do Vasco, por maioria, aprovam repúdio à carta de Campello
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Beneméritos do Vasco, por maioria, aprovam repúdio à carta de Campello

  •  Montagem - Eurico Miranda e Campello
    Eurico Miranda e Alexandre Campello, presidentes do Conselho de Beneméritos e do Vasco, repectivamente Paulo Fernandes e David Nascimento
  •  Eleição - Vasco
    Eleição - Vasco Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br
  •  Eleição - Vasco
    Eleição - Vasco Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br
  •  Eleição - Vasco
    Eleição - Vasco Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br
  •  Eleição - Vasco
    Eleição - Vasco (Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)
  •  Eleição - Vasco
    Eleição - Vasco (Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)
  •  Eleição - Vasco
    Eleição - Vasco (Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)
  •  Eleição - Vasco
    Eleição - Vasco (Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)
  •  Eleição - Vasco
    Eleição - Vasco (Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)
  •  Eleição - Vasco
    Eleição - Vasco (Foto: David Nascimento)
  •  Eleição - Vasco
    Eleição - Vasco (Foto: David Nascimento)
  •  Eleição - Vasco
    Eleição - Vasco (Foto: David Nascimento)
David Nascimento - 11/05/2018 - 16:44
Rio de Janeiro (RJ)
Por cerca de três horas, o Conselho de Beneméritos do Vasco se reuniu na tarde desta sexta-feira, no Complexo Esportivo de São Januário. Dos 150 conselheiros integrantes, apenas 63 compareceram após convocação de Eurico Miranda, presidente do poder. E por maioria, após esclarecimentos do presidente do clube Alexandre Campello, foi aprovado repúdio à carta publicada pelo mandatário cruz-maltino junto com o balanço de 2017 no último dia de abril. Esta deliberação, porém, foi marcada por contestação de membros da situação, já que no edital de convocação do Conselho não havia previsão de ser realizada votação no encontro.

A reunião estava marcada para iniciar às 11h30 com a primeira convocação e 12h a segunda. Entretanto, Eurico Miranda se atrasou e a reunião começou efetivamente às 13h, terminando às 16h. Vários questionamentos foram realizados a Alexandre Campello, principalmente no que diz respeito ao fato do ex-vice-presidente de finanças, Orlando Marques, não ter assinado o balanço. Presente no local, Orlando, do grupo "Identidade Vasco", liderado por Roberto Monteiro e que rachou com a gestão de Campello na última semana, discursou criticando o mandatário. Campello se defendeu nestas oportunidades.

Beneméritos caciques em São Januário e que declararam apoio a Alexandre Campello após o racha com o grupo da Identidade Vasco compareceram na reunião. Exemplos são nomes como Jorge Salgado, José Luis Moreira e Otto Carvalho. Outro ponto aprovado por maioria e que foi colocado no repúdio dos beneméritos foi o ponto que Alexandre Campello "com essa atitude não contribui em nada ao apaziguamento do clube". Eurico Miranda, em diversos momentos, quando criticado, afirmou que prestará as contas de 2017 ao Conselho Fiscal, já que preza por uma transparência feita internamente em São Januário. O fato de o balanço ter sido feito por auditoria fora do clube foi criticado por aliados do ex-gestor geral.

Não aconteceram embates mais ríspidos entre Alexandre Campello e Eurico Miranda. O clima ficou tenso na reunião somente quando Otto Carvalho, membro do Conselho Fiscal e que já declarou apoio a Campello após os últimos acontecimentos políticos, foi acusado por membros da antiga gestão de "traidor" e que "seu voto não valeria nada" na votação que culminou com o repúdio aprovado - Otto votou contra ao repúdio. Conselheiros ouvidos pelo LANCE! que participaram da reunião afirmaram que tecnicamente, porém, este repúdio não pode ser usado contra a gestão de Campello.

As atenções políticas do Vasco, agora, são voltadas para a noite de segunda-feira, quando o Conselho Deliberativo votará se abrirá inquérito ou não contra o presidente da Diretoria Administrativa do Vasco. Este processo, se aprovado, é o início para um possível caminho para o impeachment no futuro. A convocação feita por Roberto Monteiro, presidente do poder, chegou nesta sexta-feira aos conselheiros. Na oportunidade, as denúncias feitas pelos 13 ex-vice-presidentes do clube, ligados ao grupo Identidade Vasco, serão apresentadas e deliberadas entre os presentes. Para a abertura do inquérito se faz necessária apenas a maioria simples dos votos - diferente do impeachment, quando dois terços são necessários.

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