Entenda como Edimar, lateral do São Paulo, gerou crise política no Cruzeiro
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Entenda como Edimar, lateral do São Paulo, gerou crise política no Cruzeiro

Edimar
Lateral deve acertar permanência no São Paulo em breve (Foto: Maurício Rummens/Fotoarena/Lancepress!)
William Correia - 30/11/2017 - 07:00
São Paulo (SP)
Edimar não está nos planos do Cruzeiro, mas faz parte do planejamento do São Paulo para 2018 e, como quer ficar, as diretorias estão próximas do desfecho do acordo para o lateral-esquerdo de 31 anos ser comprado pelo clube do Morumbi. Nada fora do comum, mas essa negociação, aparentemente simples, motivou uma crise política em Belo Horizonte.

As diretorias da Raposa e do Tricolor já apalavraram a venda do jogador por R$ 400 mil, abaixo dos R$ 720 mil fixados em contrato - seu vínculo com o time mineiro acaba em junho, e ele está emprestado à equipe paulista até o próximo mês. A irritação da diretoria que assumirá o Cruzeiro no próximo ano é por não entender essa redução do valor.

Os futuros responsáveis pelo clube de Belo Horizonte vêm mostrando desconfiança com a situação financeira que a atual gestão vai deixar, e a decisão de deixar Edimar mais barato foi um dos principais motivos que fizeram os novos dirigentes solicitarem uma auditoria interna. Desde então, a crise política tornou-se um dos maiores temas do fim de ano cruzeirense.

Dois pontos causaram revolta na negociação envolvendo Edimar, que ainda não foi concluída. O primeiro é reduzir o valor e se desfazer um jogador que é titular do São Paulo por um preço considerado simbólico. O segundo é não atrelar a liberação do lateral às conversas que Itair Machado, futuro vice-presidente de futebol do Cruzeiro, tem com o Tricolor para comprar Hudson - a saída de Edimar poderia baratear os custos dos mineiros para ficar com o volante, mas as duas negociações ocorrem paralelamente.

Completamente alheio à situação, e já deixando claro há meses seu desejo de ficar no São Paulo, Edimar aguarda a definição do caso para permanecer na capital paulista. Ele saiu do Rio Ave, de Portugal, para o Cruzeiro em junho de 2016, por indicação do então técnico da Raposa, o português Paulo Bento. Atuou apenas 27 jogos e, em março, foi emprestado ao Tricolor.

No São Paulo, Edimar foi contratado para estimular a concorrência interna com Júnior Tavares, mas não foi escalado por Rogério Ceni e só estreou três meses após sua chegada, em julho, já com Dorival Júnior. Termina a temporada como titular, com 18 partidas disputadas, agradando por seu futebol e personalidade. Deve ficar para brigar por vaga com Reinaldo, lateral-esquerdo que voltará ao clube após passar 2017 emprestado à Chapecoense.

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