Terno, esteira e GPS: com a mesma idade, Jair exalta fôlego de Renato
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Terno, esteira e GPS: com a mesma idade, Jair exalta fôlego de Renato

Jair Ventura e Renato
Jair Ventura e Renato juntos durante treino do Santos no CT Rei Pelé, os dois têm 39 anos (Foto: Ivan Storti/Santos)
Ana Canhedo e Gabriela Brino - 09/06/2018 - 07:00
Santos (SP)
Com a mesma idade de Renato, o técnico Jair Ventura ainda se impressiona com o rendimento do volante dentro de campo. Aos 39 anos, Renatinho recuperou seu posto de titular do Santos e, para o comandante, é um dos principais homens de meio-campo. No último jogo, contra o Corinthians, em Itaquera, o GPS do jogador apontou 12 quilômetros percorridos. Em 2018, Renato já disputou 18 jogos, totalizando 1.370 minutos em campo. Marcou dois gols. 

- Renato fez 12 km no GPS no último jogo. 39 anos. Minha idade! Treino na esteira e fico arrebentado. Ele joga e é quem mais corre. Bola no pé dele, analogia do terno é sensacional. Jogou comigo no Botafogo, qualidade técnica é impressionante. Parece que dá para roubar, mas não conseguem, tem alternativa - disse o treinador, e completou: 

- Renato teve momento muito bom, mas perdeu vaga quando jogávamos em outra maneira. Léo Cittadini era quem me dava essa situação, agora mudamos um pouco, com dois volantes e damos mais sustentação pros quatro jogadores da frente. Renato voltou por conta de uma questão tática. Fico preocupado pela sequência, por não ser um menino, mas vem nos ajudando bastante.

O Santos tem atuado no meio-campo com Diego Pituca como primeiro volante, Renato como segundo e Jean Mota como armador. Os três são os responsáveis pela ligação da defesa com o ataque. A tendência é que Jair repita o time contra o Internacional, neste domingo, contra o Internacional, às 19h, na Vila Belmiro, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. 

- Todos têm condições de ser titulares. Ninguém é insubstituível. Todos têm a mesma chance. Todos tiveram oportunidade. Abri mão de percentual maior na situação de treinador, com times alternativos, para dar opção. Se eu fosse com time titular e meu percentual estar em 60 ou 70%, não conheceria o grupo, talvez não usasse o Pituca. Perdemos em vitórias, mas ganhamos no uso de jogadores que passaram a ser importantes. Quem ganha é o Santos, o elenco, nesse reforço interno - disse o treinador. 

Alison está em fase inicial de transição física para o gramado e ainda não deve estar à disposição, depois de se recuperar de uma entorse no joelho direito. Por isso, Pituca tende a seguir no time. Bruno Henrique está recuperado de dores na bacia e pode ser usado. Se começar no banco, a tendência é que Jair repita o time do Santos pela quarta vez seguida: 

- Repetição é importante. Treinador, às vezes, não consegue, quando joga bem, tudo indica que time se mantém. Bruno está voltando e quando estiver bem fisicamente, pode ser que ganhe espaço no time. Sempre falei muito bem do Bruno, sempre senti a perda dele. A situação dele é física, ainda readquire a melhor condição física. Estava só jogando, com contusão, sem treino. Conseguiu treinar mais e gradativamente vai chegar na melhor forma. Quando tiver bom, vamos ver se o treinador arruma um lugar para ele - finalizou. 

A tendência é que o Peixe tenha o seguinte time: Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Dodô; Diego Pituca, Renato e Jean Mota; Gabigol, Eduardo Sasha e Rodrygo. 

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