Juventude, DNA e busca por um 10: os desafios do Santos no Brasileirão
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Juventude, DNA e busca por um 10: os desafios do Santos no Brasileirão

  •  Palmeiras x Santos
    Santos não entra com favorito, mas pode surpreender no Brasileirão: veja ano a ano a campanha nos pontos corridos Rodrigo Gazzanel / RM Sports Images
  •  Santos 2017
    2017 - 3º lugar (63 pontos) (Foto: Ivan Storti / Santos FC)
  •  Santos 2016
    2016 - 2º lugar (71 pontos) (Foto: Ricardo Moreira/Fotoarena/Lancepress!)
  •  Santos 2015
    2015 - 7º lugar (58 pontos) (Foto: Ivan Storti/Lancepress!)
  •  Santos 2014
    2014 - 9º lugar (53 pontos) (Foto: Ivan Storti/Lancepress!)
  •  Santos 2013
    2013 - 7º lugar (57 pontos) (Foto: Ivan Storti / Divulgação / Santos FC)
  •  Santos 2012
    2012 - 8º lugar (53 pontos) (Foto: Miguel Schincariol/Lancepress!)
  •  Santos 2011
    2011 - 10º lugar (53 pontos) (Foto: Miguel Schincariol/Lancepress!)
  •  Santos 2010
    2010 - 8º lugar (56 pontos) (Foto: Ivan Storti/Lancepress!)
  •  Santos 2009
    2009 - 12º lugar (49 pontos) (Foto: Reginaldo Castro/Lancepress!)
  •  Santos 2008
    2008 - 15º lugar (45 pontos) (Foto: Ivan Storti/ Lancepress!)
  •  Santos 2007
    2007 - 2º lugar (62 pontos) (Foto: Ivan Storti/ Lancepress!)
  •  Santos 2006
    2006 - 4º lugar (64 pontos) (Foto: Ari Ferreira/Lancepress!)
  •  Santos 2005
    2005 - 10º lugar (59 pontos) (Foto: Claudio Pinheiro/Imapress/Arquivo Lance!)
  •  Santos 2004
    2004 - Campeão (89 pontos) (Foto: Nelson Almeida/Lancepress!)
  •  Santos 2003
    2003 - 2º lugar (87 pontos) (Foto: Hedeson A. Silva / Lancepress!)
Ana Canhedo - 13/04/2018 - 06:00
São Paulo (SP)
Com um elenco cheio de garotos, o Santos começa o Campeonato Brasileiro sem um time ideal. Embora competitivo, o Peixe ainda sente falta de um camisa 10 para ser "titular absoluto", como gosta de enfatizar o técnico Jair Ventura. Dos destaques da temporada passada, apenas cinco seguem entre os 11 titulares: o goleiro Vanderlei, os zagueiros Lucas Veríssimo e David Braz e os volantes Alison e Renato. No restante, a equipe passou por uma profunda transformação. Chegaram o lateral-esquerdo Dodô e os atacantes Gabigol e Eduardo Sasha, todos no time titular do Paulista. Fora de combate desde janeiro, por uma lesão no olho direito, o atacante Bruno Henrique, o destaque em 2017, irá agregar bastante valor à equipe quando voltar a atuar.

Com bom retrospecto nas últimas duas edições do Brasileirão, o Peixe pode voltar a surpreender, principalmente se os Meninos da Vila embalarem na competição. Uma das principais esperanças é o garoto Rodrygo, de apenas 17 anos, que deve estrear no nacional quase como um meio-campista. Veloz e driblador, tende a jogar centralizado ao lado de Sasha e Arthur Gomes, estes abertos pelas pontas. Gabriel, por enquanto, é o centroavante do Santos. Manter a intensidade e a regularidade desse time jovem é um dos desafios. 

Cabe a Jair Ventura lapidar o que tem em mãos. Não só os jovens talentos, mas também o estilo de jogo do Peixe. Mesmo após dar sinais de crescimento e fazer um bom começo de 2018, a equipe ainda precisa melhorar em alguns aspectos. Ao menos, o comandante "jura" fazer jus ao "DNA ofensivo" do Alvinegro, embora, neste momento, seu ponto forte seja uma defesa sólida e um time fechado, que aposta nos contra-ataques.

Nos bastidores, a promessa da diretoria é de contratar reforços. O presidente José Carlos Peres quer mais um volante, dois meias e um centroavante. A tendência é que as contratações sejam feitas apenas no meio do ano. Por enquanto, o Peixe tenta aliviar ainda mais a folha salarial. Já saíram por empréstimo o zagueiro Cleber, para o Paraná, e o centroavante Rodrigão, para o Avaí. O volante Leandro Donizete deve vestir a camisa do América-MG, o lateral-esquerdo Caju pode ir para a França e o meia Rafael Longuine já foi sondado por Sport, Botafogo e Ceará, todos da Série A.

Na estreia deste sábado, às 21h, contra o Ceará, no Pacaembu, a tendência é que o Peixe vá a campo com uma formação com quatro atacantes. 

Confira dois dos possíveis times do Peixe para o Brasileirão (primeiro sem e depois com um meia-armador): 


O que fez em 2018

Aproveitamento: 50,88% (8V, 5E, 6D)
Paulistão: quarto colocado
Libertadores: 6 pontos em três jogos (líder do Grupo 6) 
Copa do Brasil: entrará nas oitavas de final

Opinião: Para brigar no Brasileirão, Santos precisa aumentar seu poder de fogo
Vice em 2016 e terceiro colocado em 2017, o Santos inicia a edição deste ano do Brasileirão com duas "pendências" para poder figurar novamente nas primeiras posições. Jair Ventura já deu provas de que é capaz de dar solidez defensiva à equipe, tornando-a competitiva a partir dessa premissa - o que ficou claro nos últimos jogos da Libertadores e nas semifinais do Paulista contra o Palmeiras. Agora, o técnico busca fazer o meio de campo funcionar, não deixando que os contra-ataques em velocidade sejam o único atalho para o gol. É a missão de fazer o clube honrar o seu festejado "DNA ofensivo", desfazendo-se da feição 'bruta' de quem defende bem e dá estocadas eventuais.

A árdua procura por alguém que possa exercer o papel de 'camisa 10', posto ocupado por Lucas Lima nas temporadas anteriores, virou obsessão. O clube ainda tenta contratar jogador com características similares, enquanto o treinador mexe e remexe nas peças que possui à cata de solução. Mais à frente, a expectativa é pela volta de Bruno Henrique, que lesionou o olho direito ainda na primeira rodada do Paulista e deixou um lacuna imensa. Destaque no ano passado ao lado de Vanderlei, o atacante pode devolver as virtudes ofensivas que evanesceram (fato que ganhou maior vulto com a saída de Ricardo Oliveira). Com Sasha, reforço com melhor resultado até aqui, e Gabigol, Bruno Henrique pode formar um trio de muita qualidade. Caso o problema do meio não se resolva, ao menos os contra-ataques ganham nova 'roupagem' E ainda há o garoto Rodrygo!

Nos dois últimos anos, o Santos contrariou prognósticos e esteve nas "cabeças" na principal competição nacional. É possível que mantenha essa toada. Para isso, será necessário aumentar o seu poder de fogo. É verdade que em boa parte do Brasileiro de 2017, com Levir Culpi, o Santos foi um time mais virtuoso na defesa que no ataque. Mas talvez tenha sido justamente esse o fator que impediu o time de ameaçar efetivamente o líder, e depois campeão, Corinthians.
Valdomiro Neto, editor do LANCE!

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