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Mattos se revolta e diz que Conmebol desequilibrou a Libertadores

Alexandre Mattos fala na chegada ao Allianz Parque (Foto: Fellipe Lucena)
Alexandre Mattos fala na chegada ao Allianz Parque (Foto: Fellipe Lucena)
Fellipe Lucena - 17/05/2017 - 21:14
São Paulo (SP)
Alexandre Mattos, diretor de futebol do Palmeiras, ficou revoltado com a punição imposta ao clube pela Conmebol por causa da briga no jogo contra o Peñarol, em Montevidéu: nos próximos três jogos como visitante na Libertadores, o Verdão não poderá ter torcedores. Além disso, foi aplicada uma multa de 80 mil dólares.

- É revoltante, como foi no caso do Felipe (Melo, que levou seis jogos de gancho por causa da briga). A gente não consegue entender os critérios, como é feito o negócio. O Palmeiras é vítima, quem estava lá sabe disso. A torcida, assim como o Felipe, se defendeu. Vamos ter uma Libertadores com desequilíbrio técnico. O que vai acontecer de agora até o fim a gente não sabe, mas há um desequilíbrio, o Palmeiras foi bastante prejudicado - disse o dirigente.

Houve briga tanto dentro quanto fora do gramado. A Conmebol puniu o Palmeiras especificamente pela briga da torcida, tanto que a sanção é exatamente a mesma que foi aplicada à Universidad de Chile pelo vandalismo de seus torcedores na Arena Corinthians.

- As imagens estão aí. Os seguranças, que deveriam controlar, estavam jogando lata de lixo na cabeça de torcedor do Palmeiras lá. Tem companheiros de vocês que estavam presentes e se sentiram acuados, foi uma tocaia aquilo ali. O Palmeiras vai recorrer. A gente não sabe como são feitas as coisas lá, há anos a gente fala isso, mas já temos uma Libertadores com desequilíbrio técnico - disse Mattos.

- A torcida do Palmeiras tem o direito de ir onde quer que seja, inclusive no último jogo tinha muita gente na Bolívia. Acho que a Conmebol tem de explicar os critérios que adotou para punir quem queria se defender. Acho que todo mundo agora tem de ficar muito mais de olho nas coisas que estão acontecendo lá. A gente não sabe quem vai ser campeão, mas tem um desequilíbrio técnico. O torcedor do Palmeiras não pode acompanhar o time até a final. Se estivéssemos errado, seria o primeiro a falar. No Brasileiro do ano passado aconteceu parecido e não questionamos - emendou.

O diretor de futebol do Palmeiras bateu várias vezes na tecla de que a decisão da entidade que comanda o futebol sul-americano desequilibra a competição. A punição ao Peñarol, que deve ser mais severa, ainda não foi divulgadas. De qualquer maneira, os efeitos para a edição deste ano serão mínimos para os uruguaios, já que eles não avançarão aos mata-matas.

- Se cabe recurso, o Palmeiras tem que recorrer e vai recorrer, vai fazer de tudo para diminuir esse prejuízo, que no meu modo de ver é impagável. O Palmeiras se acha prejudicado por uma força exterior. Não significa que vamos amolecer, que achamos que não vamos ganhar, ao contrário, vamos fazer muito mais força. Mas que tem uma dificuldade a mais para um clube só, tem. Qualquer pessoa que analisar aquilo ali vai ver que o Palmeiras é vítima - disse Mattos.

- Não tem o que fazer. O departamento jurídico vai cuidar e pode responder o que vai ser feito. A gente fica com a revolta. Quem trabalha no futebol sabe como é não poder ter o torcedor do lado. E somos vítimas da situação. A gente não queria punição nem para o Palmeiras e nem para o Felipe. Tinham que punir os culpados, que nesse caso é o Peñarol - completou o diretor.


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