Felipão diz que 7 a 1 não diminui sua carreira: 'Estava no último Mundial do Brasil, na última derrota, não'
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Felipão diz que 7 a 1 não diminui sua carreira: 'Estava no último Mundial do Brasil, na última derrota, não'

Felipão - Apresentação Palmeiras
Felipão durante sua chegada à Academia de Futebol (Foto: Antonio Cicero/PhotoPress /Lancepress!)
Thiago Ferri - 03/08/2018 - 16:41
São Paulo (SP)
Os 7 a 1 sofridos para a Alemanha na Copa do Mundo de 2014 são sempre tema em entrevistas de Luiz Felipe Scolari. Ao ser apresentado no Palmeiras, nesta sexta, o técnico diz que aquela derrota, embora anormal, já está no passado, com direito a uma cutucada em Tite, hoje comandante da Seleção Brasileira e com quem teve problemas.

- No último título mundial do Brasil eu estava, a última derrota não foi comigo, não sou o último derrotado no Mundial. Já passou. O Brasil foi o quarto colocado no Mundial de 2014 e ninguém vai mascarar a derrota que sofremos. Não tem o que discutir, mas acho eu, pelo relacionamento que tenho vivido desde 2014, que sou lembrado muito com carinho por torcedores pelo que fiz na minha carreira e como pessoa, não só por um resultado negativo. Um resultado negativo não mascara 99 positivos - justificou Scolari. 


Felipão foi o escolhido para treinar a Seleção na Copa do Mundo no Brasil e depois de conquistar a Copa das Confederações estava no comando da pior derrota da história do país, contra os alemães, na semifinal. Na decisão do terceiro lugar, outro revés, o 3 a 0 para a Holanda. 

No último Mundial, já com Tite, o time caiu nas quartas de final, para a Bélgica. Ele e Luiz Felipe tiveram rusgas quando estavam à frente de Corinthians e Palmeiras, respectivamente. O então corintiano não gostou de uma entrevista do pentacampeão mundial em 2011, após sua eliminação para o Tolima (COL). Nela, Felipão disse que se uma vitória do Verdão no Dérbi seguinte poderia causar a demissão do rival, preferia perder a partida. Até então, os dois tinham um relacionamento próximo.

O Corinthians de fato venceu, mas os problemas entre a dupla ficaram escancarados algumas semanas depois, na semifinal do Paulista daquele ano. Em uma discussão dos dois durante o jogo, Tite gritou para Felipão: "Fala muito! Fala muito". Desde então, não se conversam mais. 

- A sequência da vida que vai mostrar como posso ter um resultado negativo e sair fortificado para fazer meu trabalho. Uma pessoa que vai para a China, enfrenta 16 clubes, com nove treinadores de várias nacionalidades e levamos sete títulos em 11. Trabalhamos no Grêmio, bem treinado hoje pelo Renato, e agora tem a chance de voltar ao Palmeiras com grande capacidade no momento e que está fazendo por ser uma das melhores equipes da América do Sul, uma das melhores estruturas para depois brigar pelas melhores estruturas mundiais - reforçou.

Quanto à mágoa que tinha pelas duras críticas que recebeu depois daquela derrota, Scolari diz que isto também ficou no passado. O que ele faz questão de relembrar é que, assim como em 2002 ele não foi campeão mundial sozinho, não perdeu a Copa em casa também sozinho.

- Tive agora a chance de reencontrar os palmeirenses, que moram no meu coração e eu sei que moro no deles. Não foi normal aquela derrota (contra a Alemanha), mas aconteceu. Não posso ficar pensando nisso, como não penso em 2002. Não perdi sozinho em 2014, não ganhei sozinho em 2002. Ganhamos nós, perdemos nós - completou.

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