Esperança de Medalha em Tóquio, Jorge Zarif disputa o Brasileiro e destaca emoções da Vela de Oceano
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Esperança de Medalha em Tóquio, Jorge Zarif disputa o Brasileiro e destaca emoções da Vela de Oceano

Jorge Zarif de azul com casaco cinza e preto
Aline Bassi / Balaio de Ideias
LANCE! - 21/11/2020 - 14:03
Ilhabela (SP)
Paulista de 28 anos, Jorge Zarif é uma das grande esperanças de medalha para o Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2021, que serão disputados na raia de Enoshima. Após ficar afastado por doze meses por doping, o atleta disputa neste final de semana sua segunda competição desde o retorno, o Campeonato Brasileiro de Vela de Oceano, 20 anos da Copa Suzuki, realizado no Yacht Club de Ilhabela. O evento tem o patrocínio da Suzuki Veículos e co-patrocínio do GOFit.

O atleta já vinha treinando na raia de Ilhabela (SP) quando recebeu o convite de última hora para tripular o barco comandado por Luciano Secchin, o +Bravíssimo, do Iate Clube do Espírito Santos, em Vitória (ES), que vem da conquista do título do 51º Circuito Rio no começo do mês. Por conta da campanha olímpica na classe Finn, onde foi campeão mundial em 2013 e quarto lugar na Olimpíada do Rio em 2016, Zarif não vinha competindo na Vela de Oceano e está podendo reviver os momentos que lhe trazem boas lembranças.

"Muito bacana correr de oceano, tripulação aqui ganhou o 51º Circuito Rio, pessoas muito bacanas. Sempre é um prazer muito grande velejar de oceano, meu pai (Jorge Zarif Neto) tinha um barco de oceano primeiro um LC30, depois um Farr43. Com treze anos ganhei aqui na Semana de Vela na classe IMS (atualmente a ORC) em 2005 e com certeza uma das recordações mais especiais em minha vida de velejador. Lembrança que guardo até hoje apesar de fazer 15 anos", disse: "Eu velejo de barco individual, sempre bacana ganhar um campeonato em equipe, desperta lado de união, com seus amigos, outros velejadores, pessoas que você gosta. Sempre que dá eu velejo de oceano, com campanha olímpica e sempre velejando pela Europa fica difícil, mas a partir de 2022 que provavelmente não vou estar mais nessa vida de campanha olímpica vou participar mais", revelou.



O barco +Bravíssimo ficou em quarto lugar na classe IRC na sexta-feira, primeiro dia no evento que tem também disputas na C-30, BRA-RGS e HPE25 e conta com cerca de 400 velejadores, terminando neste domingo.

Jorginho, como é chamado, optou por não viajar com a delegação brasileira para Cascais, em Portugal, pela falta de competidores europeus. Sem mais competições internacionais em 2020, ele participará da Copa Brasil de Vela no Rio de Janeiro e tem três tipos de planos para 2021 todos dependendo da evolução da pandemia que vem entrando na segunda onda principalmente na Europa.

"Estou seguindo cronograma normal de treinos. Não velejo contra os europeus desde dezembro. Temos vários campeonatos ano que vem se forem confirmados teremos o Mundial no Porto, Europeu na França, em junho outro campeonato na raia de Enoshima antes dos Jogos de Tóquio. Planejamento está feito, fizemos um A, B e um C. O primeiro caso tenha tudo, segundo se só tiver Olimpíada e outro se não tiver nada. Está tudo traçado é só ver o caminho a seguir".

O paulista aponta poder estar defasado em relação aos seus rivais europeus que vêm treinando em grupos nas Ilhas Canárias, na Espanha, mas mostra disposição para poder reverter o quadro: "Ilhas Canarias a situação não está tão ruim, óbvio que não é ideal ter outros rivais treinando juntos e aqui não ter ninguém, mas não tem o que fazer, não dá para ficar pensando, estou treinando aqui e me esforçando ao máximo".

E suas chances nos Jogos de Tóquio ? Ele vai brigar por uma medalha: "Pódio é muito difícil para qualquer pessoa, Finn é muito equilibrada. Na Rio-2016 antes da Medal Race (última regata) foram sete pontos de diferença do terceiro ao décimo-primeiro. Tem sempre alguém diferente ganhando os campeonatos, é uma classe muito parelha. Quatro velejadores têm tido nível um pouco melhor que o meu (Inglaterra, Hungria, Nova Zelândia e Holanda). Depois de ser quarto na última olimpíada, título mundial, só quero enxergar um degrau acima, objetivo é brigar pela medalha".

E o desejo depois de ficar um ano afastado das competições e estar habilitado no meio de uma pandemia só é maior: "Muita vontade de voltar logo. Não vejo a hora de ter a vacina logo, tudo voltar ao normal".

Outros grandes nomes da Vela disputam o Campeonato Brasileiro. Samuel Albrecht, bronze no Pan-Americano de 2019 em Lima e que estará em Tóquio-2021, corre pelo Crioula 29, André Fonseca, o Bochecha, com três participações Olímpicas e três na regata Volta ao Mundo, The Ocean Race, disputa pelo Loyalty 06 e Maurício Santa Cruz, o Santinha, pentacampeão Mundial e com duas participações olímpicas, compete pelo Danadão, atual campeão nacional de IRC em Búzios (RJ) em 2019.


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