Marilson é o novo integrante do Hall da Fama da Maratona de Nova Iork
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Marilson é o novo integrante do Hall da Fama da Maratona de Nova Iork

Marilson Gomes dos Santos entra para o Hall da Fama da Maratona de Nova York. (Divulgação)
Marilson Gomes dos Santos entra para o Hall da Fama da Maratona de Nova York. (Divulgação)
Iúri Totti - 30/10/2019 - 08:32
Corrida Informa
Bicampeão da Maratona de Nova York, em 2006 e 2008, e um dos melhores fundistas do atletismo sul-americano de todos os tempos, Marilson Gomes dos Santos é o mais novo integrante do Hall da Fama da Maratona de Nova York, uma das mais celebradas e importantes provas do mundo. A cerimônia, aberta ao público, será nesta quinta-feira (31/10), no Central Park West, na altura da 67th Street.

- Estou honrado por fazer parte do seleto grupo de pessoas no Hall da Fama dos Corredores de Nova York. É como se eu tivesse ganhando a Maratona de Nova York pela terceira vez - disse Marilson, que viaja nesta quarta-feira para Nova York. - É um momento muito especial que vou amar por toda a minha vida. É muito legal receber esse reconhecimento pelo meu trabalho, por tudo que fiz. A sensação é de estar eternizado para a maratona.

Com 2h09m58s, Marilson venceu a Maratona de Nova York em 2006, tornando-se a primeiro sul-americano a ganhar. Após analisar as características do percurso e dos principais adversários, o corredor e seu técnico Adauto Domingues planejaram a estratégia para a prova. Sabendo que seus rivais tinham como característica uma chegada mais forte que a sua, o brasiliense tentaria uma fuga na altura do Km 35. Mas isso acabou acontecendo antes. No Km 30, Marilson forçou o ritmo e escapou do pelotão. Como os adversários não responderam, ele abriu uma vantagem na liderança, que chegou a 38 segundos entre os Km 35 e 36. Quando os quenianos Paul Tergat e Stephen Kiogora resolveram reagir, o brasileiro já não podia ser alcançado.

Em 2008, Marilson quis mostrar que sua primeira vitória em Nova York não tinha sido por acaso. Já conhecido pelos adversários, o brasileiro teve que mudar de estratégia. Durante a prova, ele esteve no bloco que liderava a prova, que se manteve compacto até o Km 25, quando começaram as tentativas de fuga dos maratonistas. No Km 35, a liderança era dividida por Marilson e pelo marroquino Abderrahim Goumri. O brasileiro tentou escapar, mas não conseguiu. No Km 37, o africano abriu uma vantagem de 7 segundos. Após o Km 41, Marilson superou Goumri e garantiu a vitória com 2h08m44s.

Marilson ganhou cinco medalhas em Jogos Pan-Americanos e continua sendo o recordista sul-americano nos 5.000m, com 13m19s43, e dos 10.000m, com 27m28s12. Ele disputou as maratonas olímpicas de Pequim-2008, Londres-2012 e Rio-2016, tendo como melhor resultado o quinto lugar em 2012.

Nas corridas de rua, o atleta treinado detém as melhores marcas sul-americanas dos 10km, com 27m48s, dos 15km, com 42m15s, dos 20km, com 56m32s, da meia maratona, com 59m33s, dos 25km, com 1h14m31s, e dos 30km, com 1h29m21s.

Marilson começou no esporte pelo futebol, em Ceilândia, cidade-satélite de Brasília. Depois seguiu os passos do irmão Marco, passando a treinar atletismo. Casado com Juliana Santos, campeã pan-americana dos 1.500m, no Rio-2007, e dos 5.000m em Toronto-2015, é pai de Miguel. Juliana e Miguel também seguem para Nova York.

Além do brasileiro, os outros indicados para o Hall da Fama da Maratona de Nova York deste ano são o americano Meb Keflezighi, campeão em 2009, com 2h09m15s, a norueguesa Ingrid Kristiansen, campeã em 1989, com 2h25m30s, e a americana Mary Wittenberg, ex-presidente da New York Road Runners, organizadora da maratona, entre 2005 e 2015.

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