Devo, não nego! Veja casos de atrasos salariais que geraram protestos
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Devo, não nego! Veja casos de atrasos salariais que geraram protestos

Fluminense
Fluminense não treinou nesta terça-feira por salários atrasados (Foto: MAILSON SANTANA/FLUMINENSE FC.)
LANCE! - 20/02/2019 - 10:53
Rio de Janeiro (RJ) 
Paralisação no Fluminense. Com o dilema de atrasos salariais, os atletas decidiram não treinar em forma de protesto. A decisão foi comunicada aos diretores e o movimento ganhou visibilidade. Entretanto, este não foi o primeiro - e nem deve ser o último - caso no futebol brasileiro. O LANCE! relembra outras situações onde dividas salariais geraram protesto. Confira!  

FINGEM QUE PAGO, FINJO QUE JOGO 

Vampeta é conhecido por ter dado origem ao apelido de 'bambi' aos torcedores do São Paulo. Quando jogava pelo Flamengo, criou polêmica com a frase 'eles fingem que pagam, eu finjo que jogo'
Vampeta no Flamengo (Foto: Reprodução) 
Em 2001, Vampeta fazia o caminho inverso e pegava a França de surpresa ao trocar o então emergente Paris Saint-Germain pelo Flamengo. Entretanto, a passagem durou pouco. O ex-volante reclamou dos três meses de salario atrasado e proferiu a frase "eles fingem que pagam e eu finjo que jogo". Após isso, foi para o Corinthians. 

ESTAMOS AQUI PORQUE SOMOS PROFISSIONAIS

Botafogo
Botafogo protesta com faixa (Foto: Divulgação)
Antes do clássico contra o Flamengo, os jogadores do Botafogo entraram em campo carregando uma faixa em que reclamam do atraso no pagamento de seus salários. A faixa, comprida, carregada por todos os jogadores, foi mostrada para a torcida do Botafogo: "Estamos aqui porque somos profissionais, e por vocês torcedores", dizia a mensagem. 

SOMOS TRABALHADORES E QUEREMOS RECEBER

No reencontro entre os dois clubes, pelo segundo turno da chave, o São Paulo precisava vencer e o Corinthians já estava classificado. O Tricolor levou a melhor e devolveu os 2 a 0 com gols de Luis Fabiano e Michel Bastos
Michel Bastos reclamou no São Paulo (Foto: NELSON ALMEIDA / AFP)
O meia Michel Bastos, pelo São Paulo, criticou o clube para pagar quatro meses de direitos de imagem. Um dia depois de ser goleado pelo Palmeiras por 4 a 0 pelo Brasileirão, o jogador de 32 anos criticou publicamente o presidente e cobrou por salários. "A gente escuta certas coisas na imprensa e acaba criando certa esperança de receber. Não acho que ninguém esteja agindo de má fé, o Ataíde conversou conosco. Mas somos trabalhadores e queremos receber", disse o meia. 

CRISE NA PORTUGUESA

Portuguesa
Portuguesa se recusou a treinar (Foto: Everton Calicio) 
Ainda em 2013, antes da crise que tomou conta da Portuguesa, os jogadores já protestavam por atrasos salariais. Todos os jogadores recusaram-se a treinar no CT do Parque Ecológico, próxima das rodadas finais do Brasileirão. Naquele mesmo torneio, os jogadores do Náutico ameaçaram não jogar a partida contra o Vasco, e tiveram apoio do Bom Senso, na época, pelo mesmo motivo. 

ATLETAS PASSAM FOME NO PAYSANDU 

Paysandu
Paysandu teve crise em 2005 (Foto: Cezar Magalhaes / RawImage) 
Em 2005, o zagueiro João Carlos, que já teve passagem pela Seleção Brasileira, falou abertamente sobre os problemas vividos pelo Paysandu. Na época, o atleta declarou que os jogadores chegavam a passar fome pelos atrasos salariais; "Se eu disser que as coisas estão boas, estaria mentindo, mas o que podemos fazer? Tem jogador que no treino desta quarta-feira passou mal por falta de comida. Isso é muito grave", declarou. 

ATRASOS SALARIAS NO PARANÁ

Paraná 2009
Paraná protestou em 2009 (Foto: LC Moreira/Lancepress!)
Em 2009, o gramado da Vila Capanema permaneceu vazio durante a última rodada da Série B. A atividade não aconteceu devido ao protesto do elenco pelos atrasos salariais. Os jogadores reclamam o atraso no pagamento de um mês de salário e duas parcelas do direito de imagem. Em reunião com a diretoria, decidiram não treinar. 

ATRASO QUASE ATRAPALHA ACESSO DO MACAÉ 

Felipe Conceição - Macaé
Macaé teve problemas em 2014 (Foto: Karen Porto/Macaé Esporte)
Em 2014, a boa campanha na Série C do Campeonato Brasileiro não diminuiu a crise do Macaé. Com salários atrasados, os jogadores resolveram não treinar como forma de protesto. A direção tentou uma solução rápida, mas não conseguiu contornar a situação. Apesar disso, a equipe manteve o bom  rendimento durante toda a competição. 

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