Sem Palmeiras, presidente da FPF diz que viu melhor reunião da carreira
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Sem Palmeiras, presidente da FPF diz que viu melhor reunião da carreira

Reinaldo Carneiro Bastos
Reinaldo Carneiro Bastos elogiou o envolvimento dos clubes na reunião desta quinta-feira (RODRIGO CORSI/FPF)
Ana Canhedo e William Correia - 21/03/2019 - 14:31
São Paulo (SP)
Como tem ocorrido desde a polêmica final do Campeonato Paulista de 2018, na qual apontou uma interferência externa ilegal, o Palmeiras voltou a boicotar um evento da Federação Paulista de Futebol (FPF) nesta quinta-feira, sendo o único a não enviar representante no Conselho Técnico das quartas de final do Estadual deste ano. Mas o presidente da entidade ressaltou: mesmo sem o atual campeão brasileiro, a reunião foi a melhor da história.

- O Palmeiras não mandou representante, mas participei do melhor Conselho Técnico da minha carreira como dirigente. Foi um conselho de agradecimento a dirigentes, atletas, comissões técnicas, cobertura da imprensa. Tivemos aumento da média de gols e de público e diminuição de cartões amarelos e vermelhos. Foi um momento de alegria. Foi muito legal - disse Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da FPF.




E MAIS:
- Foi sem o Palmeiras por uma decisão do clube. Não mandamos na vontade dos clubes, respeitamos a vontade dos clubes. Mas o importante é o envolvimento de todo o setor, de toda a cadeia futebol nessa conselho técnico. Foi muito legal - prosseguiu o dirigente.

Ao falar com a imprensa depois da reunião, Reinaldo Carneiro Bastos preferiu destacar, sorrindo, a experiência dos representantes de Corinthians, Ferroviária, Ituano, Novorizontino, Red Bull, São Paulo e Santos vendo como funcionará o árbitro de vídeo. A implantação da tecnologia é a principal novidade do Paulista a partir das quartas de final, e justamente uma acusação de interferência externa causou o rompimento do Palmeiras com a FPF.

- Assistir ao vivo e em cores presidentes de clube de árbitro de vídeo foi muito interessante. Foi muito legal a participação deles, para entenderem como é complexo. Um aprendizado e, principalmente, uma conscientização da importância de ter paciência com essa nova tecnologia que nenhum de nós tem profundo conhecimento - argumentou o mandatário da federação.

- O erro vai ser quase totalmente minimizado. Garantir que ser humano operando máquinas não erre é impossível. É necessário que todos tenham paciência, porque não conhecemos e os árbitros não foram capacitados desde jovens a ser árbitro de vídeo, e sim para ser árbitro de campo. Fizemos um treinamento intenso com todos eles. Todos precisaremos de paciência, mas, com certeza, com a diminuição dos erros graves de arbitragem, que podem definir um campeão, é muito provável que não ocorram - indicou.

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