L! Espresso: Fla ou Grêmio? Renato Portaluppi entre um novo desafio e a busca por um legado ainda maior
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L! Espresso: Fla ou Grêmio? Renato Portaluppi entre um novo desafio e a busca por um legado ainda maior

Renato Gaúcho
Ciclo atual de Renato pelo Grêmio foi iniciado em setembro de 2016 (Foto: Liamara Polli/AGIF)
Fabio Chiorino e Rodrigo Borges - 07/11/2018 - 08:34
São Paulo (SP)
Não é recente o interesse do Flamengo por Renato Portaluppi. Sonho de consumo da diretoria do Rubro-Negro desde o começo do ano, o treinador do Grêmio recusou a oferta logo após a conquista do Gauchão e o clube decidiu então efetivar o interino Mauricio Barbieri. Com a eliminação do Tricolor na Copa do Brasil e na Libertadores e com chances remotas de conquistar o Brasileirão, os rumores voltaram com força. Ainda mais pelo fato de que o contrato de Dorival Júnior vai apenas até dezembro. Uma eventual saída de Renato seria um movimento normal na dança dos técnicos, mas impactaria demais na identidade do clube que joga o futebol mais bonito do Brasil há dois anos. Com Renato, o Grêmio venceu Copa do Brasil (2016), Libertadores (2017) e Campeonato Gaúcho (2018), mas, além dos troféus, o que se viu em campo foi um time que evoluiu junto com a própria carreira do treinador. A equipe deixou de ser apenas a tradicional copeira que esbanja força na marcação para se tornar um time que privilegia a posse de bola, troca passes rápidos, investe em talentos da base e sabe aproveitar como poucos veteranos expurgados de outros grandes clubes. Renato aprimorou o trabalho iniciado por Roger Machado no Grêmio e mostrou ao mercado que soube aperfeiçoar estratégias e modelos de jogo, mesmo que, durante este período, tenha cultivado frases folclóricas como "quem sabe de futebol, pode ficar na praia. Quem precisa aprender, estuda, vai pra Europa". Ou então ao dizer que jogou melhor que Cristiano Ronaldo. Para um futebol brasileiro carente de grandes times e com calendário que torna a missão de vencer torneios relevantes ainda mais difícil, o segredo óbvio é investir na continuidade de comandantes que conseguem extrair o melhor de elencos em constante transformação. Renato Portaluppi tem o direito de buscar novos ares, mas sua possível despedida pode significar mais um grande trabalho que merecia um legado ainda maior.

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