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Marcelo ao L!: 'A Seleção precisava de uma mudança'

  •  Marcelo
    Marcelo está há dez anos no Real Madrid. Ele atingiu nesta semana a marca de 400 jogos pelo clube merengue AFP
  •  Marcelo voltou a ganhar o título do Campeonato Espanhol na temporada 2011/2012
    Marcelo voltou a ganhar o título do Campeonato Espanhol na temporada 2011/2012 (Foto: JAVIER SORIANO / AFP)
  •  Em sua chegada o presidente do Real Madrid, Ramón Calderón, ao lado do lendário Di Stefano, disse: 'Estamos muito feliz porque Marcelo é uma pérola que metade da Europa queria'
    Em sua chegada o presidente do Real Madrid, Ramón Calderón, ao lado do lendário Di Stefano, disse: 'Estamos muito feliz porque Marcelo é uma pérola que metade da Europa queria' (Foto: PHILIPPE DESMAZES / AFP)
  •  Marcelo chegou ao Real Madrid em janeiro de 2007, após se destacar pelo Fluminense
    Marcelo chegou ao Real Madrid em janeiro de 2007, após se destacar pelo Fluminense (Foto: PHILIPPE DESMAZES / AFP)
  •  Marcelo completou 400 jogos pelo Real Madrid na vitória de 4 a 2 sobre o Bayern de Munique pelas quartas de final da Champions League
    Marcelo completou 400 jogos pelo Real Madrid na vitória de 4 a 2 sobre o Bayern de Munique pelas quartas de final da Champions League (Foto: JAVIER SORIANO / AFP)
  •  Marcelo - Real Madrid x Bayern de Munique
    Marcelo - Real Madrid x Bayern de Munique (Foto: Christof Stache / AFP)
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    Marcelo Divulgação
  •  Marcelo - Fluminense 2005/06 - 42 jogos e 6 gols
    Marcelo - Fluminense 2005/06 - 42 jogos e 6 gols (Foto: Reprodução/Internet)
Bernardo Cruz - 21/04/2017 - 07:05
Rio de Janeiro (RJ)
O futebol brasileiro via, após a Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, uma lacuna deixada na lateral esquerda. Afinal de contas, Roberto Carlos, dono absoluto da posição, se aposentava na Seleção. No cenário nacional a procura por um sucessor era inevitável. No Flumiense, todos apostavam que o vácuo seria preenchido por Marcelo.

O Real Madrid também via a necessidade de procurar um sucessor para seu camisa 3, já em reta final de carreira. Apostou no jovem carioca, que tinha apenas um ano como profissional no Tricolor.

Dez anos depois, Real e Seleção têm sua referência pelo lado esquerdo. Entre altos e baixos, alegrias e desilusões, Marcelo se estabeleceu como referência onde poucos chegam. Afinal de contas, ele completou, nesta semana, 400 jogos por um dos principais clubes do futebol mundial. Inclusive, é o segundo capitão no elenco, atrás de Sergio Ramos. E pode, em um futuro não muito distante, superar o ídolo e antecessor Roberto Carlos com a camisa merengue.

Em entrevista ao LANCE!, o jogador fez um balanço da carreira, falou sobre os desafios futuros no Real, que pode faturar mais uma Liga dos Campeões, além do Espanhol, e, claro, na possibilidade do hexa na Copa do Mundo do ano que vem, na Rússia. Confira a entrevista abaixo:

Chegar a marca de 400 jogos pelo Real Madrid é para poucos jogadores. Para você que significado tem esse número?

Desde que cheguei ao Real Madrid sabia da importância que era vestir essa camisa e representar esse clube com tanta historia. Completar 400 jogos é uma honra pra mim. Sou muito grato a todos que participaram da minha historia nesse clube e me ajudaram a chegar aqui.

Além dos 400 jogos pelo Real, 2017 significa também dez anos de clube. Quem são seus amigos mais próximos no elenco e quem te ajudou nesta trajetória?
Quando cheguei o meu maior ídolo e hoje amigo Roberto Carlos me ajudou muito na minha adaptação. O Sergio Ramos e o Emerson (volante, ex-Seleção) também foram muito importantes para meu crescimento. Sou muito amigo de todos aqui, mas o Luka, Sergio, Casemiro e Danilo são muito próximos de mim e da minha família.

Por falar no Roberto Carlos, você está trilhando um caminho bem parecido com ele dentro do Real Madrid, podendo igualar nesta temporada os números dele. É um desafio, digamos, pessoal poder superar um dos maiores nomes da posição no futebol brasileiro?

Nessa temporada não alcanço ele ainda (risos). O Roberto tem 526 jogos se não me engano, mas vejo isso como uma inspiração. Quem sabe um dia supero essa marca vai ser uma honra enorme. Não fico preocupado se vou alcançar eu vou jogando os jogos.

De certa forma você acabou sendo o sucessor do Roberto Carlos no clube e na própria Seleção. No início foi difícil superar comparações?
Sempre há comparações, especialmente no nosso caso por ser tratar do mesmo clube. O Roberto tem uma historia linda no Real Madrid e eu sempre encarei isso como inspiração para evoluir a cada dia meu futebol, nunca vi isso como uma dificuldade. Eu quero fazer meu nome e não ser o sucessor do Roberto Carlos.

Até que ponto eliminar um grande oponente como o Bayern nas quartas de final intimida possíveis rivais em outra final de Liga dos Campeões?
Liga dos Campeões não tem jogo fácil. Desde a fase de grupos já vemos times com excelente qualidade. Para ser campeão tem que estar preparado para jogar com qualquer adversário. Claro que pegar times de ponta requer muita entrega, mas temos que estar preparados para qualquer adversário.

Vocês são os atuais campeões da Liga dos Campeões. Até que ponto ter conquistado duas das últimas três edições tem ajudado nos momentos decisivos?
O Real Madrid sempre esteve nas fases finais de todas as competições. Jogos nesse nível sem duvida nos trazem experiência e tem nos ajudado ainda mais a alcançar nossos objetivos.

O Real ficou um longo período até ganhar a décima taça em 2014. A cobrança da imprensa e torcida por esse longo jejum atrapalhou em alguns momentos?
A pressão sempre existe quando falamos de Real Madrid. Estamos acostumados com isso. A cobrança de imprensa e torcida até certo ponto ajuda faz com que a gente concentre ainda mais em nossos objetivos.


Qual a principal característica do Zidane como técnico? Como é ele no dia a dia?
O Zidane é um cara excepcional. Como jogador foi um dos maiores do mundo e isso conta muito. Ele sabe o que está fazendo e a conversa no dia a dia é muito clara e saudável. É um prazer tê-lo como treinador eu aprendo muito.

Nos últimos anos o Barcelona também chega forte nas fases decisivas da Liga dos Campeões. O clássico quase já foi final algumas vezes, mas acaba batendo na trave. Caso ela ocorra algum dia com os atuais elencos, poderia considerar como a maior final da história da competição?
O clássico com o Barcelona se tornou muito grande recentemente em termos de transmissão e alcance mundial sim. Fazer uma final com eles realmente seria algo enorme e muito legal para quem ama o futebol.

Por falar no clássico, a disputa está bem acirrada no Espanhol. E o duelo contra eles em casa tem tudo para, de fato, decidir o Espanhol?
Sim, sem dúvida. O clássico vai ser importante. Por outro lado ainda muito jogo. Então, a longo prazo, não vai resolver nada imediatamente. Porém, vamos dar nosso máximo contra todos até a ultima rodada.

O Neymar realizada uma grande temporada, tanto que já se fala que ele pode levar nesta temporada o prêmio de Melhor do Mundo. Vê ele neste momento desta forma?
Sem dúvida. O Neymar está fazendo um ano muito bom tanto no Barcelona quanto na Seleção. Ele te muito a crescer ainda. Estará entre os três com certeza.


O quanto esse fardo da última Copa influenciou no início do ciclo para o Mundial da Rússia?
A Seleção precisava de uma mudança. Foi o que aconteceu. Hoje as coisas estão caminhando de uma forma muito boa para a Copa de 2018 na Russia.
Vê a Seleção como o time a ser batido no momento dentro do cenário mundial?
Somos lideres na nossa eliminatórias e isso conta muito. Mas tem muitas seleções de alto nível que vão participar da Copa. Temos que estar preparados para jogar com qualquer adversário.

Qual a importância para você desta classificação antecipada? Para o grupo como um todo foi uma resposta as duras críticas que existiram? E qual o principal desafio até a disputa do Mundial?
Sem duvida a classificação antecipada dá uma tranquilidade maior ao grupo. Queremos terminar em primeiro e agora temos tempo de ajustar ainda mais o time. Até a Copa vão ser 4 jogos pelas Eliminatórias e queremos apresentar o mesmo futebol que o Tite vem implementando.

Apesar da sua grande bagagem no futebol, você tem 28 anos. Mesmo assim, trazer o hexa ano que vem significaria também a consagração de tudo aquilo que você planejou para a sua carreira, e até mesmo um cala boca aos seus críticos mais ferrenhos?
(Risos) Críticas sempre vão haver. Não olho muito pra isso. Mas sem dúvida ganhar uma Copa seria uma realização pessoal enorme pra mim e minha família. Representar o Brasil e ter a chance de ganhar um titulo mundial seria sem dúvida a maior conquista da minha carreira.

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