Marcelo Oliveira lamenta 'falta de efetividade' e explica uso de titulares
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Marcelo Oliveira lamenta 'falta de efetividade' e explica uso de titulares

Fluminense x Vasco
Marcelo Oliveira, durante o clássico (Foto: LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.)
Luiza Sá - 03/11/2018 - 19:38
Rio de Janeiro (RJ)
O Fluminense teve o domínio e a posse de bola, mas viu o Vasco garantir a vitória por 1 a 0 em um pênalti de Paulo Ricardo no início do segundo tempo. O maior problema do tricolor foi, mais uma vez, a falta de eficiência no ataque, algo recorrente em outras partidas. Após o duelo, o técnico Marcelo Oliveira analisou o clássico e lamentou as finalizações.

- Ficamos bastante com a bola, tivemos 22 finalizações. Algumas dessa foram para fora. Entendo que no primeiro tempo rondamos muito a área e erramos na última bola. Tivemos competência mas não fomos efetivos. Foram 70% de posse de bola, nove escanteios, mas estando no futebol há muito tempo, se me perguntarem se foi justo, acho que sim. O Vasco achou uma situação com a bola na mão no Paulo, não concordo com essa regra, mas aconteceu. Realmente fica a sensação de domínio, situações boas, mas falta efetividade para chegar de decidir - avaliou.

Um dos fatores que mais chamou a atenção foi a utilização de nove jogadores titulares desde o início do jogo, mesmo com o jogo de ida da semifinal da Sul-Americana já na próxima quarta-feira, em Curitiba. Apenas Gum e Airton ficaram fora dos relacionados. Léo voltou de lesão e saiu no segundo tempo. Marcelo explicou a decisão.

- Descansamos uma semana pra jogar com o Nacional, o grupo estava bem. Fizemos uma avaliação e os jogadores mostraram que se recuperaram bem. Tiramos quem tinha chances de gerar contusão. É um clássico, temos objetivos no Brasileiro. Para o jogo de quarta, ganhamos o domingo para descansar. A única coisa que corremos o risco era lesão. Perdemos Ibañez e Sornoza com esse cartão ridículo. O Fluminense tem que pontuar, hoje uma vitória ou um empate seria bom. Os jogadores se mostraram recuperados e queriam muito jogar, inclusive o Everaldo, mas ele tem atuações intensas. No futebol não basta ser superior, tem que fazer o gol - disse Marcelo, falando ainda sobre a situação de Léo e de Matheus Alessandro substituídos no final do jogo.

- O Léo, como vinha de uma paralisação e treinou menos, tinha condições de jogar, mas disse que estava cansado no intervalo. Achei melhor trocar. Já estava programado isso. O Matheus Alessandro também cansou, eu tiraria o Sornoza naquele momento. A entrada do Everaldo foi para colocar a linha de quatro, funcionou, forçamos o gol, mas não foi possível. Temos que buscar as vitórias.

E MAIS:
Veja outras declarações:

LUTA NO BRASILEIRO


Em relação ao Brasileiro, acho que uma equipe do tamanho do Flu não pode ficar brigando lá em baixo. Vamos estar nas duas competições até que não haja risco de rebaixamento. Vamos lutar para fazer a pontuação necessária. Com uma vitória ou um empate pode dar certo. Temos que conviver com jogar na quarta uma partida decisiva. A fala no vestiário foi para termos uma concentração total nesse jogo a partir de agora.

SE LIVRAR DO REBAIXAMENTO

Está perto de acontecer, mas está longe porque temos que jogar contra equipes que lutam por algo importante no campeonato. O torcedor pode até pensar de outra forma, mas tenho que fazer como profissional o que acho que é o melhor. A única coisa ruim foi a derrota. É um clássico, tudo pode acontecer.

POSTURA DO VASCO

Esperávamos o Vasco nos apertando muito pela questão física. Pode ser que tenham tentado e não conseguido. conseguimos sair bem com a bola de trás, o time estava bem. O Fluminense se impôs tecnicamente e chegou mais vezes, mas sem gol não adiantou tanto.

AIRTON

É uma situação que vamos resolver com os treinos. Vamos fazer a última preparação em Curitiba. É uma possibilidade, não definitivo. Temos que observar adversário, estratégia para o jogo, mas o Airton jogou muito bem. Ele controla bem o jogo. Precisamos descansar ele. Vamos ver a recuperação do Léo. Qualquer um que entrar, vamos com um time forte para trazer a decisão diante da nossa torcida. É possível, mas difícil.

SORNOZA

O ideal é que tivesse um público grande, como nos melhores momentos desse clássico. Isso mudou muito. Em relação ao Sornoza, ele foi infeliz, o cara escorou um pouco, não teve violência. A cada preleção eu coloco a imagem do árbitro para evitar isso. Ele poderia não ter feito. Agora está fora de uma partida importante.

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