Entre altos e baixos, Flu de Diniz precisa equilibrar ataque e defesa
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Entre altos e baixos, Flu de Diniz precisa equilibrar ataque e defesa

Atlético-MG x Fluminense - Fernando Diniz
A cada derrota, a pressão em cima de Diniz aumenta (Foto: Mailson Santana/Fluminense)
Joel Silva - 11/08/2019 - 08:00
Rio de Janeiro (RJ)
A derrota para o Atlético-MG pode fazer o Fluminense voltar para a zona de rebaixamento. Para isso acontecer, basta o Cruzeiro vencer o Avaí, lanterna do Campeonato Brasileiro, que ainda não venceu na competição. Essa questão acaba pressionando bastante o técnico Fernando Diniz, que vive constantemente em uma gangorra. Quando vence, é exaltado, quando perde, é criticado.

É inegável que o Fluminense produz um futebol interessante, tendo um padrão de jogo bem definido. Mesmo com um elenco limitado, o Tricolor consegue se impor contra adversários melhores. No entanto, os resultados positivos não aparecem com frequência e o trabalho acaba sendo questionado.

Atualmente, junto com Avaí e Chapecoense, é o time que mais perdeu no Brasileiro, com oito derrotas, além de ter a segunda defesa mais vazada, com 24 gols sofridos. Apesar dos números negativos, Fernando Diniz tem a convicção de que o time ainda vai engrenar.



- Eu acredito muito que vamos sair dessa situação. O que segura é justamente a consistência de que o time joga bem. O Fluminense teve mais chance de ganhar que o Atlético-MG. A gente não vai tirar o time da zona do rebaixamento jogando mal. Quando se faz esse tipo de questionamento, a ideia que se tem é que se joga bem, joga melhor e por isso perde. Não é isso. Na minha cabeça eu tenho a convicção de que o time vai sair dessa situação. Temos que continuar com o trabalho, que vai dar certo.

Os questionamentos sobre o trabalho do técnico Fernando Diniz se baseiam na fragilidade defensiva e na posse de bola que não se traduz em gols. Quanto ao primeiro ponto, o treinador se defende dizendo que o time está em processo de maturação e que isso não acontece do dia para a noite, argumentando que perdeu jogadores. Por lesões, como Digão, Léo Santos e Matheus Ferraz, e por saídas, como Everaldo e Luciano.

Entende-se que todos os jogadores são responsáveis pelo sistema defensivo, inclusive os jogadores de ataque. A chegada de um zagueiro é tratado como prioridade, porém ainda não aconteceu. Constantemente Diniz precisou improvisar Yuri no setor.

Sobre as críticas em ter a posse de bola e trocar passes sem efetividade, os números provam que são infundadas. Mesmo com a temporada irregular, o Fluminense marcou 71 gols em 42 jogos, tendo o quarto ataque mais positivo do futebol brasileiro, perdendo apenas para Flamengo (77), Atlético-MG (77) e Grêmio (73). Portanto, Diniz precisa alcançar o equilíbrio entre defesa e ataque para conseguir acabar com as oscilações.

Até isso acontecer, Fernando Diniz se mostrou orgulhoso do que tem feito, principalmente por fazer o Fluminense competir em igualdade com outros times. O treinador ressaltou as dificuldades encontradas no clube e afirmou não ter medo de demissão.

- O que segura o trabalho é jogar contra o Atlético-MG, como foi contra o Cruzeiro, como contra o Grêmio. O Fluminense, com as dificuldades financeiras que tem, com a folha salarial que tem, com os jovens que vamos lançando, consegue enfrentar qualquer time de igual para igual, com uma chance maior de ganhar e isso gera confiança, não desconfiança. Se o time tivesse jogando mal, certamente eu já teria sido demitido.


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