Reunião para aprovação de contas de 2017 termina em pancadaria no Flu
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Reunião para aprovação de contas de 2017 termina em pancadaria no Flu

Salão Nobre das Laranjeiras recebeu o Conselho Deliberativo nesta quinta-feira
Reunião terminou em pancadaria nas Laranjeiras (Foto: Mailson Santana/Fluminense F.C.)
Marcello Neves - 09/10/2018 - 22:40
Rio de Janeiro (RJ) 
A reunião do Conselho Deliberativo do Fluminense foi marcada por verdadeiras cenas lamentáveis nesta terça-feira. A pauta era a aprovação, ou não, das contas em exercício de 2017 da gestão Pedro Abad. Entretanto, uma briga entre conselheiros nas Laranjeiras fez com que a votação fosse adiada e a sessão suspensa. 

A confusão foi iniciada quando membros da oposição solicitaram a reabertura das contas de 2016, válidas pela gestão Peter Siemsen. Entretanto, a Plenária decidiu que a convocação inicial seria seguida e apenas as contas de 2017 seriam votadas. Após muito bate boca e ânimos exaltados, um conselheiro deixou o local com o nariz sangrando após levar um soco e seguiu para uma delegacia para registrar queixa. 

O presidente da mesa do Conselho Deliberativo, Fernando Leite, optou por suspender a reunião e não realizar a votação. A atitude foi criticada por membros da situação, que não concordaram com o ato e alegaram que "a reunião deveria ter sido realizada após o agressor ter sido retirado do Salão Nobre". A comissão de assuntos disciplinares também recebeu uma petição solicitando a expulsão do agressor do quadro de sócios.

Devido ao fato da situação ser maioria presente na reunião, a tendência era que os números fossem aprovados, apesar do déficit de R$ 69 milhões nas contas. Ainda não há uma nova data definida para que a pauta seja discutida novamente. Em 2018, o Fluminense divulgou o balancete do 1º semestre com lucro de R$ 4,6 milhões

O parecer do Conselho Fiscal recomendou a aprovação das demonstrações financeiras 2017 por 3 votos a zero. As contas de 2017 foram auditadas pela Mazars Auditores Independentes. O Fluminense fechou o ano contábil de 2017 com déficit de R$ 69 milhões, um pouco menor que o previsto no orçamento, que era de R$ 75 milhões. A receita líquida superou a receita orçada em cerca de R$ 11 milhões. 


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