Confusão fora, discordâncias dentro: capítulos da agitada política do Flu
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Confusão fora, discordâncias dentro: capítulos da agitada política do Flu

Pedro Abad - Fluminense
Pedro Abad vem sendo alvo de diversos protestos por parte da torcida (Foto: Divulgação / Fluminense)
Alexandre Araújo - 04/07/2018 - 06:15
Rio de Janeiro (RJ)
Toda a confusão que aconteceu na noite da última terça-feira, em Laranjeiras, foi apenas uma página do conturbado momento político pelo qual o Fluminense passa. Enquanto morteiros, pedras e mais um monte de outras coisas eram arremessados para dentro da sede do clube por quem fazia um protesto nada pacífico, o clima na reunião do Conselho Deliberativo também não estava muito amistoso.

Logo no início do encontro, membros da oposição, que eram favoráveis a que se protocolasse o documento que pedia o impeachment do presidente Pedro Abad, se mostravam insatisfeitos com o fato de isso não ter sido feito alegando que, desta forma, o movimento "perdia força e pressão contra a atual gestão". Eles chegaram a acusar o grupo "Unido e Forte", um dos idealizados da ação, de "usar conselheiros de boa fé".

Por outro lado, uma das alegações para que o papel não fosse protocolado é a intenção de se buscar mais assinaturas (o número mínimo necessário, segundo o estatuto, é 50 e, atualmente, querem chegar a, pelo menos, 70 assinaturas). Além disso, pretendem buscar apoio de outros grupos políticos para engrossar a atividade.

Houve ainda outro ponto de insatisfação. Foi apontada que a reunião que estava marcada para o próximo dia 5, quinta-feira, será desmarcada porque um dirigente que seria ouvido estará em viagem. Vale lembrar que a reunião da última terça-feira já foi a segunda para que alguns membros do clube dessem explicações e demonstrassem transparência sobre as respectivas pastas.

A não leitura de uma carta entregue por alguns torcedores a um dos conselheiros também causou discordância. No momento em que foi pedido para que o documento pudesse ser explanado, a mesa do Conselho Deliberativo entendeu que não era necessário por já ter existido uma conversa anterior com alguns torcedores, mas alguns conselheiros não viram muita lógica nisso e, ao sair da reunião, questionaram: "Por que essa falta de transparência? A torcida é o maior patrimônio do Fluminense e tem de ter voz!".

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