Campeãs sub-18 com o Fluminense, Duda e Luiza Calazans relembram título e falam da relação com o pai
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Campeãs sub-18 com o Fluminense, Duda e Luiza Calazans relembram título e falam da relação com o pai

Montagem Duda Calazans e Luiza Calazans
As gêmeas comemoraram o fato de jogarem juntas (Foto: Divulgação Fluminense)
LANCE! - 01/04/2021 - 17:18
Rio de Janeiro (RJ)
No dia 20 de março, após bater o Internacional nos pênaltis, no Beira-Rio, o Fluminense sagrou-se Campeão Brasileiro Feminino sub-18 pela primeira vez na história do clube. O título também foi especial para as irmãs gêmeas Duda Calazans, meia-atacante, e Luiza Calazans, zagueira. A primeira destacou a importância de ser campeã logo no início da carreira e também não escondeu a felicidade por jogar ao lado da irmã.

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- Esse título foi muito importante para todas nós que estamos iniciando no futebol. É um marco na minha carreira. O Fluminense é o meu primeiro clube, clube que nos acolheu, acreditou em nós, não tem como não amar. Nos dão todo o suporte que precisamos. Jogar ao lado da minha irmã é surreal, minha melhor amiga, minha alma gêmea, aprendemos bastante uma com a outra - disse Duda.

Como tem apenas 15 anos, Luiza afirmou que a conquista do título chegou antes mesmo do que ela esperava. A zagueira também exaltou o Fluminense e comemorou poder jogar ao lado da irmã.

- Esse título chegou antes do que eu esperava. Conquistar um Brasileiro Sub-18 aos 15 anos de idade é surreal. Inexplicável fazer parte dessa conquista inédita. O Fluminense é o clube mais charmoso do mundo, tem a camisa mais bela de todas e eu tenho um grande carinho e amor por esse time. Ter iniciado minha carreira no clube é algo imensurável. Jogar com minha irmã é uma honra, sempre uma dando conselho para a outra.   

RELAÇÃO COM O PAI

As gêmeas Maria Eduarda Calazans e Maria Luiza Calazans começaram a jogar futebol com apenas quatro anos de idade, em uma praça perto de casa, em Cordovil, na Zona Norte do Rio de Janeiro, onde cresceram. Sempre na companhia do pai, Alexandre de Faria, incentivador e primeiro treinador das meninas, é parte fundamental no sucesso das meninas. O tio Ale, como é conhecido, atua como roupeiro em Xerém, assim, mantém a família reunida até mesmo no ambiente de trabalho.

O sonho pela carreira no futebol começou em 2017, quando as gêmeas fizeram um teste no projeto "Daminhas da Bola", idealizado por Thaissan Passos, técnica da equipe adulta do futebol feminino do Fluminense e coordenadora da base. Elas não só passaram, como também conquistaram bolsa de 100% na escola Loide Martha, em parceria com o projeto. Em seguida, com apenas um mês de trabalho, Duda e Luiza participaram de uma competição oficial: a Liga de Desenvolvimento da Conmebol (LDC), em Teresópolis, na Granja Comary.

- Ele sempre foi muito presente e pronto para ajudar. Sempre ia aos jogos, levava água, frutas, torcia. Tio Ale já foi atleta de futebol e sabe bem como a vida no esporte é difícil. Por isso sempre dedicou muito respeito, carinho e atenção às meninas - elogiou Thaissan.

A parceria entre Fluminense e "Daminhas da Bola" também gerou outros frutos. O tio Ale foi chamado para fazer uma experiência para ajudar o futebol feminino do clube e tornou-se peça fundamental para o trabalho.

- Me sinto o pai mais agraciado do mundo. Tenho o que muitos pais não podem ter, o contato diário com as minhas filhas, no esporte que elas amam. Poder fazer parte desse crescimento não tem preço. Nossa comissão é mais que uma família, todos nós sabemos a importância de formar, além de atletas, cidadãos de bons princípios e honra.

DUDA E LUIZA FALAM SOBRE O PAI

- Quanto ao meu pai, não existem adjetivos nesse mundo que cheguem perto da grandeza dele, eu simplesmente trabalho com o meu herói. Sonho em ser a melhor jogadora do mundo, ganhar as Olimpíadas e a Copa do Mundo, ser referência para outras meninas e crianças, dar uma vida melhor para as pessoas que eu amo - disse Duda.

- Meu sonho é retribuir tudo o que os meus pais fizeram por mim, dar uma vida melhor para eles, ganhar mais títulos pelo Fluminense, jogar pela Seleção e disputar os Jogos Olímpicos - disse Luiza.

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