CEO do Fla apresenta documentos e garante que incêndio não tem relação com condições do alojamento
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CEO do Fla apresenta documentos e garante que incêndio não tem relação com condições do alojamento

  •  Reinaldo Belotti - Flamengo
    Reinaldo Belotti fez um pronunciamento na Gávea na tarde deste sábado Matheus Dantas/Lancepress!
  •  Documentos Flamengo
    Flamengo apresentou certificado de clube formador expedido pela CBF Divulgação/Flamengo
  •  Documentos Flamengo
    Clube também apresentou certificado do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente Divulgação/Flamengo
  •  Documentos Flamengo
    Documentos Flamengo Divulgação/Flamengo
Matheus Dantas - 09/02/2019 - 17:10
Rio de Janeiro (RJ)
Passadas mais de 36 horas da maior tragédia da história do clube, o Flamengo, finalmente, se manifestou sobre o ocorrido para além dos lamentos imediatos do presidente Rodolfo Landim. Na Sede da Gávea, sem espaço para perguntas, o CEO e coordenador da comissão de crise do Rubro-Negro, Reinaldo Belotti, apresentou documentos que comprovariam o bom estado da estrutura do CT Ninho do Urubu atingida por um incêndio que vitimou 10 jogadores da base.

À frente de dezenas de jornalistas, Belotti rebateu as acusações da Prefeitura do Rio e deu explicações que considerou suficientes para o momento. Além das vítimas fatais, outros três atletas das divisões de base seguem hospitalizados após incêndio no centro de treinamento do clube, no início da manhã de sexta.


Para o dirigente, os picos de luz na região do CT em Vargem Grande, Zona Oeste da cidade, após o temporal que caiu no Rio entre quarta e quinta-feira podem ter resultado nos curtos-circuitos no alojamento das divisões de base.

- Esses atletas chegaram segunda-feira, estavam de férias antes. A estrutura organizacional fez manutenção em todos os sistemas de ar condicionado. Temos registro disso e podemos mostrar. Na quinta, abateu praticamente um furacão no Rio de Janeiro. Apesar das instalações terem sido muito pouco atingidas, a região de Vargem Grande foi muito prejudicada. O que sabemos é que entre a noite de quinta e o meio-dia de sexta aconteceram vários picos de energia. Quando estávamos reunidos na sexta, toda hora a energia ia e vinha. O que sabemos até agora é que a perícia falou que o problema começou no ar. Os aparelhos estavam em perfeita ordem e funcionavam. A suposição que acontece agora é que os picos de energia influenciaram, ocasionado o principio de incêndio. Esse incêndio, fumaça forte, as pessoas começam a desfalecer. Não foi por falta de cuidado, ate porque é nosso maior ativo, nosso futuro, prezamos muito. Vocês sabem que o sonho do jogador é vir para o Flamengo. Tivemos todo cuidado, não poupamos esforços, mas uma sucessão de eventos nos trouxe essa catástrofe - afirmou.


Belotti frisou que o clube rubro-negro está em contato com autoridades. Vale ressaltar que até o Ministério Público do Trabalho no Rio criou uma força-tarefa para averiguar as condições das instalações do Ninho do Urubu. O dirigente lembrou que não só atletas da base do Flamengo passaram pelas instalações que ruíram, refutando as acusações de negligência.

- Estamos em contato com as mais diversas autoridades, governamentais e jurídicas, para que a situação seja solucionada. O CT, os alvarás e multas não têm nada a ver com o acidente. Estamos tomando as medidas para que o CT seja legalizado. Precisávamos de nove certificados para terminar o alvará e temos oito deles. E estamos finalizando com os Bombeiros para conseguirmos isso. Estamos falando de alojamentos que foram implantados em 2011. Por eles passaram vários times titulares do Flamengo, jogadores consagrados, como Ronaldinho Gaúcho, Vagner Love e a Seleção Olímpica de futebol. Não estamos falando de um puxadinho. Esse local foi fiscalizado e aprovado Estatuto da Criança e do Adolescente, pela Ferj e pela CBF, que nos deu o Certificado de Clube Formador, como exigido pela Lei Pelé. A partir do momento em que temos esse certificado, todos os pré-requisitos foram atendidos - explicou.

Outros tópicos do pronunciamento de Reinaldo Belotti, CEO do Flamengo:

PUXADINHO, NÃO
- Esse módulo era conhecido por todos. Não era um puxadinho que a gente escondia. Tínhamos nesses alojamentos capacidade para 36 atletas. O jogador até 14 anos é proibido de morar no clube. De 14 a 17 eram os que estavam lá. A partir de 18 anos, eles podem morar lá, mas o Flamengo passa a pagar um salario melhor para que ele possa ir morar em um outro lugar, trazendo inclusive os familiares. Independente disso, todo acompanhamento psicológico, nutricional e outros continua sendo dado para todos.

ATENDIMENTO ÀS FAMÍLIAS
- Gostaria de falar sobre o que mais investimos desde que o acidente ocorreu, que é atender os familiares das vítimas. Providenciamos trazê-los ao Rio de Janeiro, ir buscá-los com representantes capacitados onde fosse. Levamos todos a centro de acolhimento em um hotel que os dessem a proximidade para suportar esse momento. Estamos providenciando os traslados dos corpos já reconhecidos para onde for de desejo da família.

- No momento o que precisamos falar é isso. Estamos trabalhando em cima de tudo o que aconteceu, levantando toda a documentação. Pessoas de alta qualidade. Nossa prioridade segue sendo atender as famílias e os atletas feridos. Todos nós do Flamengo, toda a família rubro-negra está de luto. Sentimos que tenha ocorrido conosco. Estamos trabalhando duro para solucionar.

QUEM NÃO SE FERIU
- Paralelo a isso, são três hospitalizados que trouxemos os familiares. Estamos acompanhando com tudo que for necessário. Representantes dia e noite com ele. Os que não tiveram nenhum ferimento, mandamos para casa. Colocamos um representante do Flamengo com cada um desses atletas e levamos eles até seus representantes legais. Isso tudo está registrado. Mantemos diariamente contato com eles via psicólogos e assistentes sociais para garantir que estejam sendo bem atendidos.


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