Tiago Nunes explica longo 'silêncio' e demonstra impaciência em coletiva
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Tiago Nunes explica longo 'silêncio' e demonstra impaciência em coletiva

Tiago Nunes - Treino Corinthians
Tiago Nunes voltou a falar com a imprensa, mas deu respostas invertidas no fim (Foto: Rodrigo Coca/Ag. Corinthians)
Alexandre Guariglia - 29/07/2020 - 14:03
São Paulo (SP)
A última vez em que Tiago Nunes concedeu entrevista coletiva com perguntas dos jornalistas foi no dia 7 de março, após o empate em 1 a 1 do Corinthians com o Novorizontino, em Novo Horizonte. De lá para cá, apenas respostas para questionamentos da assessoria de imprensa do clube. "Silêncio" esse justificado pela falta de clima para falar de futebol em meio a tantas mortes pela Covid-19. Mesmo assim, o treinador mostrou impaciência no fim.

Foram exatamente 144 dias desde a última resposta de Tiago Nunes a um jornalista em entrevista coletiva, período que se confunde com a pandemia de coronavírus, que já deixou quase 90 mil mortos no Brasil. Diante disso, o técnico corintiano não viu motivos para se pronunciar publicamente sobre futebol e aproveitou para prestar seu pesar pela partida de Rodrigo Rodrigues.


- Queria abrir essa fala, relembrando e desejando minhas condolências à família do Rodrigo Rodrigues, o nome dele representa uma das tantas vítimas desta doença maldita, quase 90 mil mortos no Brasil, algo sem precedente na humanidade - declarou antes de explicar o "silêncio"

- Falando nisso, expresso meu silêncio. Em nenhum momento nesta pandemia me senti à vontade de falar de futebol, de jogo, sendo que tem assuntos em pauta mais importantes, me surpreende falar de futebol, não via importância alguma falar de futebol, política, questões técnicas e táticas, sendo que os holofotes tinham que estar na vida. nada de proibição, meus valores ficaram voltados para isso. Fiz uma palestra de 40 minutos em Santa Maria numa universidade, mas não via razão pública de falar de futebol ou Corinthians numa pandemia - afirmou o comandante alvinegro.

E MAIS:
Nota da redação:No dia 24 de março deste ano, já durante a quarentena provocada pela pandemia e com mortes registadas pela doença, Tiago Nunes concedeu entrevista exclusiva para o Bandsports, conversa que acabou rendendo uma polêmica, já que o treinador disse que o Cifut do Corinthians estava "sucateado". Andrés Sanchez reagiu a essa fala e ironizou dizendo que a reclamação se devia pelo fato de Tiago ter vindo do Barcelona.

Nas últimas duas perguntas da entrevista coletiva, após ter ficado disponível por mais de meia hora aos jornalistas, o comandante corintiano demonstrou uma certa impaciência e deu respostas atravessadas para questionamentos que não continham maldade, nem segundas intenções e não careciam de reações tão fora do tom como as que foram expressadas naquele momento. 

A primeira foi relacionada à concorrência na lateral esquerda do Corinthians, que hoje conta com três bons jogadores: Sidcley, Lucas Piton e Carlos Augusto, que tem sido escolhido para ser titular nesta retomada. Ao ser questionado sobre o porquê da escolha, Tiago Nunes optou por ser curto e grosso.

- Ele oferece a função que ele executa, não vou falar nada além disso.

Após esse tom de resposta, que passou longe de ser cordial e ameaçou o limite do respeito pelo profissional que ali estava, o técnico foi perguntado de que forma o Timão iria a campo diante do Red Bull Bragantino. Novamente, Tiago Nunes optou pela "patada" e chegou a ironizar a pergunta do jornalista.

- Se eu falar, facilita a vida do Bragantino, você não acha? É meio complicado dizer para você como é que o Corinthians vai entrar amanhã. O Corinthians vai entrar como sempre entrar, tentando vencer o adversário, vai entrar com 11 jogadores, bem fardado, de camiseta, meião, calção, chuteira, tentando buscar um bom jogo, equilibrado com o adversário, fazer um jogo que a gente dê nossas ideias, tentando a classificação como é de praxe dentro do Corinthians.

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