Os caras das Copas: Mario Kempes, o herói da Argentina em 1978
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Os caras das Copas: Mario Kempes, o herói da Argentina em 1978

  •  Kempes
    GALERIA: Veja as Copas disputadas por Mario Kempes e o clube que ele defendia no período de cada Mundial (Foto: Reprodução de internet)
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    1974: 6 jogos/0 gols (eliminado na segunda fase vestindo a camisa da Argentina) (Foto: Reprodução de internet)
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    Clube que defendia no período da Copa de 1974: Rosario Central (ARG) (Foto: Reprodução de internet)
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    1978: 7 jogos/6 gols (campeão pela Argentina) (Foto: Reprodução de internet)
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    Clube que defendia no período da Copa de 1978: Valencia (ESP) (Foto: Reprodução de internet)
  •  Kempes
    1982: 5 jogos/0 gols (eliminado na segunda fase vestindo a camisa da Argentina) (Foto: Popper Foto/Fifa)
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    Clube que defendia no período da Copa de 1982: River Plate (ARG) (Foto: Reprodução de internet)
LANCE! - 20/04/2018 - 08:10
São Paulo (SP)
O herói do primeiro título mundial da Argentina atende pelo nome de Mario Kempes. O atacante canhoto foi o grande nome da Albiceleste na conquista da Copa do Mundo dentro da própria casa, sendo artilheiro isolado da competição, com seis gols, e ganhador da primeira Bola de Ouro da Copa dada pela Fifa para o melhor jogador de um Mundial. Kempes também disputou as Copas de 1974 e 1982, mas não chegou a balançar a rede nestas edições.

O cara da Copa - Mario Kempes
(Imagem: Arte LANCE!)
Kempes tinha apenas 19 anos e uma temporada pela seleção quando foi para a Copa de 74. O jogador do Rosario Central foi titular em cinco dos seis jogos da Argentina no Mundial da Alemanha Ocidental - entrando no jogo que iniciou no banco. No entanto, ele não conseguiu marcar naquela Copa. A Argentina passou pela primeira fase perdendo para a Polônia (3 a 2), empatando com a Itália (1 a 1) e goleando o Haiti (4 a 1). Na segunda fase, em grupo com Holanda, Brasil e Alemanha Oriental, perdeu por 4 a 0 para os holandeses, caiu para o Brasil por 2 a 1 e empatou por 1 a 1 diante dos alemães, saindo da Copa.

Porém, a história foi diferente em 78. Jogando em casa, a Argentina entrou como favorita ao título. O país vivia sob regime militar e o governo queria a taça. A Argentina tinha nomes de peso como Fillol e Passarella, mas foi Kempes que virou símbolo de raça naquele time - mais aguerrido do que técnico. O atacante já não era mais o camisa 13, como em 74, mas sim o 10. Ele foi o único convocado da Argentina que jogava fora do país - no Valencia. Na estreia, a Argentina saiu perdendo para a Hungria, mas Kempes soltou petardo de falta e Luque aproveitou a sobra para igualar. No fim, os argentinos ganharam por 2 a 1. No segundo jogo, triunfo por 2 a 1 sobre a França. Quando estava 0 a 0, Kempes iniciou lance que resultou em pênalti convertido por Passarella. Já no último duelo da primeira fase, contra a Itália, Kempes foi bem marcado e os europeus venceram por 1 a 0. A Argentina avançou de fase, mas atrás da Itália.


A segunda fase colocou Argentina, Polônia, Brasil e Peru no mesmo grupo. Só o líder iria para a final. O duelo inicial foi contra a Polônia e a estrela de Kempes brilhou: 2 a 0, com dois gols do atacante. O jogo marcava o retorno do jogador ao Gigante de Arroyito, casa do Rosario Central, e foi a partir dali que pintou a maior estrela do torneio. O segundo duelo, contra o Brasil, terminou 0 a 0. Jogo truncado e violento, no qual Kempes foi calçado por trás por Chicão - que recebeu amarelo pelo lance - e ainda levou do volante um empurrão no rosto. Por fim, o terceiro duelo daquela fase era contra o Peru. A Argentina precisava ganhar a seleção peruana por quatro gols de diferença para superar o Brasil no saldo e ir à final, já que uma hora antes a Seleção Brasileira tinha batido a Polônia por 3 a 1. Naquela noite, a Argentina entrou ligada e o Peru, que já estava eliminado, jogou de forma pavorosa - levantando até mesmo suspeitas de que o confronto estaria "entregue". Os argentinos ganharam por 6 a 0, com dois gols de Kempes, e avançaram à decisão, que seria contra a Holanda.

Em 25 de junho de 1978, 71.483 espectadores - argentinos em sua esmagadora maioria - foram ao Estádio Monumental de Núñez e viram Kempes brilhar na final do Mundial. A Holanda - que não tinha Johan Cruijff naquela Copa, mas era um esquadrão - começou pressionando e quase abriu o placar em duas tentativas. Mas foi Kempes que inaugurou a contagem. Aos 37 minutos do primeiro tempo, El Matador recebeu de Luque na meia-lua, correu entre dois adversários e balançou a rede. Dick Nanninga empatou para a Holanda aos 37 do segundo tempo. E aos 45, o holandês Rob Rensenbrink chutou uma bola na trave. O jogo foi para prorrogação e, no último minuto da primeira metade do tempo-extra, Kempes fez história: ele recebeu na entrada da grande área, passou por dois marcadores e finalizou. O goleiro Jan Jongbloed defendeu, mas a bola voltou caprichosamente para Kempes, que empurrou para o gol. Era o tento que garantia a artilharia isolada daquela Copa. Daniel Bertoni ainda fez o terceiro da Argentina, selando o primeiro título mundial da história do país.

Em 1982, Kempes foi para sua terceira e última Copa. A Argentina, que já tinha Maradona como camisa 10, caiu em grupo com Bélgica, Hungria e El Salvador. A Albiceleste perdeu para a Bélgica (1 a 0), passou pela Hungria (4 a 1) e bateu El Salvador (2 a 1), mas Kempes não fez gol, apesar de ter sido titular nos três jogos. A segunda fase foi em grupo que tinha Itália e Brasil. A Itália ganhou por 2 a 1 e o Brasil levou a melhor por 3 a 1. Kempes foi titular em ambos os jogos, mas acabou saindo daquela Copa do Mundo sem balançar a rede. E nem precisava... Seu feito de 1978 já tinha o colocado no panteão dos imortais.

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