'O Chile terá um desafio altíssimo na Copa América', diz Reinaldo Rueda
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'O Chile terá um desafio altíssimo na Copa América', diz Reinaldo Rueda

  •  Chile - Reinaldo Rueda (Técnicos)
    Reinaldo Rueda está em seu segundo ano no comando do Chile AFP
  •  Reinaldo Rueda - Técnico do Chile
    Treinador depositou fichas em veteranos para esta edição da Copa América: 'São jogadores que sabem a exigência da competição' AFP
  •  Reinaldo Rueda - Técnico do Chile
    'Só poderemos avaliar como está nosso nível durante a competição', diz colombiano AFP
  •  Reinaldo Rueda - Técnico do Chile
    Treinador espera um Chile que 'busque ser protagonista' nos jogos Reprodução/Instagram
  •  Reinaldo Rueda - Apresentação na Seleção do Chile
    'Tomamos as precauções das virtudes que têm nossos rivais' Aton
  •  Reinaldo Rueda
    Reinaldo Rueda fala sobre possibilidade de reencontrar o Maracanã: 'É um estádio mítico' Foto: André Durão
Sergio Santana e Vinícius Faustini - 11/06/2019 - 07:35
Santiago (CHI)
Reinaldo Rueda encara uma missão bem desafiadora em sua volta ao Brasil: levar o Chile em busca de seu tricampeonato consecutivo da Copa América. Embora exalte o fato de contar com veteranos que se sagraram campeões do torneio, o técnico nega que "La Roja" ostente o posto de favorita:

– Seleções que foram à Copa do Mundo estão em um momento melhor – diz o colombiano, em entrevista ao LANCE!.

No entanto, Rueda garante um Chile "alegre" para tentar surpreender na Copa América de 2019. E, como ex-técnico do Flamengo, projeta um grande reencontro com o Maracanã, onde "La Roja" medirá forças com o Uruguai na terceira rodada da fase de grupos:

– Espero que seja um dia lindo para nós.


LANCE!: Este é seu segundo ano como treinador da seleção chilena. Como crê que a equipe chega à Copa América?

Reinaldo Rueda: Só poderemos avaliar nosso nível durante a competição. Realizamos boas partidas na preparação, com bom comportamento, bom rendimento. Dependerá muito da atual situação dos jogadores nos seus respectivos times e do que pudemos fazer nestas semanas prévias. O que posso garantir é a melhor disposição, a motivação que existe, que caracteriza sempre o Chile.

L!: Chegar à Copa América lutando por seu tricampeonato consecutivo dá uma pressão a mais para o Chile?

Não. Na verdade, creio que é uma motivação grande, é um desafio altíssimo que se tem, o que nos dá toda a disposição para fazer um grande torneio. Tomara que a gente chegue a esta sonhada meta de ir a uma fase importante. Naturalmente, com o passar do torneio se desenhará como está o nível do Chile e a projeção do que se possa fazer do futuro.

L!: O Chile contará com nomes que já foram campeões da Copa América, como Vidal, Medel e Alexis Sánchez. De que forma a experiência deles pode contribuir para ‘‘La Roja’’?

São jogadores que já sabem a exigência e a intensidade de um torneio desta magnitude. Além disto, eles foram bem-sucedidos na competição, sabem transmitir à equipe tranquilidade e maturidade, com a experiência de ter um comportamento organizado diante dos rivais.

L!: Porém, um dos principais jogadores da equipe, Alexis Sánchez não vive um grande momento no Manchester United. Como fazer para que ele chegue em alta em solo brasileiro?

É um tema que estamos avaliando. Dependerá do que tenhamos nesta reta final de treinamento. Mas, sem dúvida, a seleção pode brindar Alexis com esta oportunidade demostrar toda sua capacidade.

L!: Você disse que o Chile está "abaixo de Brasil e Uruguai" no momento. Como "La Roja" tentará surpreender?

A realidade é essa. Penso que as seleções que foram à Copa do Mundo, como Brasil, Uruguai, Colômbia e Peru estão em um momento melhor que o Chile, por conta do Mundial da Rússia. Tudo vai passar por fazermos um jogo inteligente. As outras seleções já se conhecem, têm feito algumas inovações com jogadores de relevância. Mas creio que a maturidade, experiência e o compromisso de fazer um lindo torneio serão cruciais para nós. Além disto, tudo o que é o trabalho tático se desenvolve a cada jogo para termos desempenhos que nos brindem com a obtenção dos resultados.

L!: A Copa América possibilitará um reencontro seu com o Maracanã, estádio que você teve a seu favor, quando comandou o Flamengo. Como espera a recepção a você, que acontecerá na partida entre Chile e Uruguai (no dia 24 de junho)?

Para qualquer jogador e treinador, o Maracanã tem um significado especial por toda a história que possui. Por tudo de mítico que traz o estádio, vai servir de grande motivação diante de um grande rival como o Uruguai. Seguramente, vamos ter uma boa companhia, tanto da torcida brasileira, quanto dos chilenos. Isto nos compromete a fazer um grande jogo.

L!: No Grupo C, vocês terão Uruguai, Equador e Japão como adversários. O que esperar destas seleções?

São adversários com estilos diferentes. Um Uruguai que foi o quinto colocado na Copa do Mundo, a seleção mais bem posicionada na América do Sul, com seu jogo obediente. Uma equipe que traz a disciplina tática como grande virtude e tem grandes goleadores como Suárez e Cavani, sem contar com o bom jogo aéreo que possui.

Já o Equador é muito sólido também, com um bloqueio defensivo muito forte e muita disciplina. Eles têm uma equipe madura, com uma combinação importante de atletas que disputaram Copas Américas e Mundiais. Depois, temos um Japão que vem com um grupo de seis ou sete jogadores com seu clássico futebol de transições rápidas, de duelos fortes, com grande ordem, disciplina e uma agressividade característica do futebol asiático.

L!: Que Chile podemos esperar na Copa América?

O Chile será fiel a seu DNA, à sua busca por ordem, por alegria de jogo, coletividade. É isso que estamos estimulando e observamos nos jogos de preparação desta equipe. Naturalmente, tomamos as precauções das virtudes que têm nossos rivais, mas sempre tentaremos ser protagonistas.


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