Dois atacantes não funcionam, e Bota melhora com entrada de Bochecha
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Dois atacantes não funcionam, e Bota melhora com entrada de Bochecha

Botafogo x Fluminense
Disputa de bola no Clássico Vovô da última segunda-feira, no Nilton Santos (Foto: ARMANDO PAIVA/RAW IMAGE)
Marcello Neves e Vinícius Britto - 15/05/2018 - 08:00
Rio de Janeiro (RJ)
Foi uma mudança quase da água para o vinho. O Botafogo do primeiro tempo, viu um passeio do Fluminense, que não terminou em goleada graças a grande atuação de Jefferson. No segundo, uma nova postura tática e o caminho pelo alto que levou aos três pontos. Mas apesar da vitória no clássico no Nilton Santos, nesta segunda-feira, pelo Campeonato Brasileiro, o sinal de alerta foi ligado após o Alvinegro "vencer sem ser brilhante".

Com a ausência de Leo Valencia, coube a Kieza atuar aberto pela lado esquerdo. Contudo, o atacante não contribuiu na recomposição defensiva e permitiu que o Fluminense ficasse sem vantagem na triangulações contra o Gilson. A redenção na etapa final só foi possível graças a Jefferson que, ainda no primeiro tempo, fez quatro defesas incríveis para salvar o Alvinegro.

O equilíbrio e organização - tão importantes para Valentim - não foram vistos no 4-2-3-1 que iniciou a partida. O Botafogo se viu pressionado pelo rival, com as laterais sem cobertura e a recomposição muito lenta. A equipe foi melhorar com a entrada de Gustavo Bochecha, que compôs uma trinca com Lindoso e Matheus Fernandes. O volante - revelado na base alvinegra - contribuiu na saída de bola e na marcação pelo meio-campo.

- O Gustavo dá muita qualidade de saída de bola, hoje apareceu um pouco menos na frente porque o coloquei mais central, mas é um jogador que dá qualidade e faz o time ficar ofensivo. A gente não melhorou só por isso. O Gustavo (Bochecha) entrou muito bem, rodamos a bola, sempre passando por ele - disse Alberto Valentim.

A entrada de Bochecha reequilibrou a equipe e fez o Botafogo mudar de postura. Antes acuado, a equipe passou a marcar a saída de bola e forçar passes errados. Richard, do Fluminense, que já tinha amarelo, foi o que mais sofreu com a marcação exercida pelo meia botafoguenses. Foram duas ocasiões em erros na saída que quase geraram tentos para o Alvinegro.

Vale destacar um fator em comum nos dois gols do Botafogo: os bons cruzamentos de Marcinho. O lateral segue sendo uma das principais válvulas de escape para a equipe de Valentim. Ofensivamente, Marcinho dá qualidade e profundidade ao Glorioso, mesmo que isso signifique muitos espaços atrás. Em contrapartida, Renatinho vem de uma sequência de jogos abaixo da crítica.

- A gente varia um pouquinho esse desenho com o Renato fazendo ora esse volante, ora mais central, em um 4-2-3-1. O problema é que nossa fase defensiva era para o Kieza acompanhar, fazer uma linha, ora 4-1-4-1, ora 4-5-1, bem fechadinho. Aconteceu que o Kieza ficou o tempo todo fazendo o segundo atacante, e o Renatinho fazendo a beirada. Não treinamos isso. O Fluminense conseguiu jogar... - explicou o treinador. 

Sem apresentar um futebol vistoso, mas com eficiência. O Botafogo tem que comemorar o triunfo no clássico, que deixa a equipe na zona da Libertadores. Contudo, o campeonato é longo, e o esquema adotado por Valentim no jogo deixou muitos espaços na defesa, perdendo uma característica marcante do time alvinegro, que vem desde o ano passado: a organização dos setores.

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