Dia do Botafoguense: ilustres falam ao L! o que é torcer para o Botafogo
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Dia do Botafoguense: ilustres falam ao L! o que é torcer para o Botafogo

Montagem - Mauricio Meirelles, Pedro Certezas, Helio de la Peña e Gustavo Chagas
Maurício Meirelles, Pedro Certezas, Hélio de la Peña e Gustavo Chagas (Foto: Reprodução)
Lazlo Dalfovo e Sergio Santana - 09/08/2019 - 14:23
Rio de Janeiro (RJ)
Superstição, história, aflição, entusiasmo, decepção, vibração... O torcedor do Botafogo, por si só, é uma pessoa que pode desenvolver os mais diferentes sentimentos em um curto período de tempo. Algumas coisas simplesmente não têm explicação, e o que se passa na cabeça do botafoguense é uma delas.

Por conta de uma lei sancionada na Alerj em 2014, o dia 9 de agosto ficou marcado, de forma oficial, como o dia do torcedor botafoguense. A data foi escolhida por conta do nascimento de Zagallo, vitorioso como jogador e técnico do Botafogo, sendo um dos mais marcantes da história do Glorioso.

Por conta desta data, o LANCE! foi atrás de quatro humoristas, assumidamente torcedores do Botafogo, para fazer uma série de perguntas. Os comediantes, por ora, deixaram as piadas de lado para responderem sobre seu maior ídolo no Glorioso, seu contato com o clube e, acima do tudo, explicar - ou tentar - como é ser botafoguense.



A reportagem entrevistou Pedro Certezas, apresentador do Esporte Interativo e do canal "De Sola", Maurício Meirelles, comediante que possui seu próprio canal no YouTube, Hélio de la Peña, integrante do histórico "Casseta e Planeta", e Gustavo Chagas, um dos atores do "Porta dos Fundos".


E MAIS:
LANCE!: Qual é o seu maior ídolo no Botafogo?
​Maurício Meirelles:
"Sou da geração 1995. Tinha 12 anos. Inegavelmente o Túlio foi meu herói. Se bobear, até o Iranildo foi. Agora, o mais perna de pau, eu colocaria o Escalada, jogador argentino que contratamos como a grande sensação. Acho que está até agora tentando emagrecer."

Pedro Certezas: "Não vou citar os que não vi, eu gosto de lembrar dos que vi. O Jefferson, pra mim, não é só ídolo do Botafogo, ele é o ídolo da minha vida. Tenho uma tatuagem dele, o cara é um exemplo de amor ao Botafogo que dificilmente será igualado. De longe e com sobras, o Jefferson é o maior ídolo que eu tenho e vi jogar. É um cara a ser seguido no clube como ídolo máximo, ser exemplo aos jogadores que quiserem ser ídolos algum dia."

Hélio de la Peña: "Jairzinho. Eu me encantei com o Fogão quando ele comandava o escrete de 67-68. Garrincha é indiscutível mito pra todos nós. Tem Nilton Santos, Didi, tem Túlio Maravilha e Maurício, tem PC Caju, Marinho Chagas, Gerson, tem Jefferson....mas Jair Furacão tem uma prateleira só pra ele."

Gustavo Chagas: "Era o Túlio, mas o Loco Abreu com certeza ocupa esse espaço no meu coração. E, maior perna de pau foi o Pipa Esteves, que me encheu de esperança fazendo a aquela dupla com o Luisão, mas que durou pouquíssimo tempo."

LANCE!: Você costuma ir ao estádio e assistir aos jogos?
​Maurício Meirelles
: "Sim, fui em vários na época da Libertadores. Inclusive encontrei o Adnet e o Magal em uma ocasião. Mas confesso que antigamente eu era mais assíduo. A decepção alvinegra vai matando nossa esperança e dignidade. Torcer pelo Botafogo é igual acompanhar novela: quando começa a temporada você acha que não vai se apegar e nos últimos capítulos você tá chorando."

Pedro Certezas: "Eu vejo todos os jogos e vou a quase todos. Não vou quando tenho que trabalhar ou quando estou viajando. Se não for isso, eu desmarco qualquer compromisso para ver o jogo. É o ponto alto da minha semana, do meu dia, de tudo."

Hélio de la Peña: "Sim. Quando garoto era no radinho de pilha, hoje no estádio quando o time tá empolgando ou na tevê quando o jogo é longe ou o risco de decepção é grande."

Gustavo Chagas: "Assisto todos!"

Botafogo - torcida
Torcida do Botafogo no Nilton Santos (Foto: Vitor Silva / SS Press / BFR)
LANCE!: O que é ser botafoguense?
​Maurício Meirelles
: "É ser desconfiado. É não acreditar no sucesso e nem no fracasso. É basicamente entender a vida."

Pedro Certezas: "Ser torcedor do Botafogo é ser apaixonado pelo clube. É ser maluco, superar a falta de títulos, a falta de investimento, a incompetência da diretoria... Sempre pelo amor exclusivamente ao Botafogo. Parece que eles querem que a gente se afaste do clube, mas continuamos indo sempre e sempre. Ser botafoguense é ser maluco e não abalar com o sofrimento e as derrotas."

Hélio de la Peña: "É minha superstição. Costumo dizer que gosto mais do Botafogo do que de futebol. Não importa o que aconteça, não torcer pro Fogão dá azar."

Gustavo Chagas: "É ser um privilegiado. Por que tudo é exacerbado com o Botafogo. Somos a minoria, então temos que gritar mais e mais alto. Cada vitória é um título. Cada gol é um suplício. Você nunca para de torcer. O botafogo exige isso de você."

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